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Obras para ver ao ar livre
Cerca de 50 desenhos formam o Museu Efêmero, no badalado Bairro Alto de Lisboa
Mônica Nóbrega
Um dia, o macaco com a banana pintado pelo norueguês Dolk dormiu na rua e acordou em um museu. E sem sair do lugar onde foi criado, um muro no Bairro Alto, em Lisboa. Em outra parede, ali por perto, ocorreu o mesmo com a professora e o aluno enfezados criados por Above. São, hoje, considerados obra em exposição.
O museu em questão é, na verdade, um circuito ao ar livre. Recebeu o sugestivo nome de Efêmero pela natureza da arte ali exposta: são cerca de 50 grafites. Foi instituído formalmente há seis meses, mas todos os trabalhos já existiam antes dessa data e estavam espalhados pelas paredes para quem quisesse ver. O Museu Efêmero organizou a visita, criou um mapa e um audioguia para serem baixados na internet (no site www.museuefemero.com) e colocou o grafite na rota das artes em Lisboa.
“O que fizemos foi destacar os trabalhos que consideramos arte para incentivar as pessoas a apreciarem os seus detalhes”, diz Marta Guimarães, da agência Leo Burnett, que idealizou o museu sob encomenda da Fundação Pampero, ligada a uma marca de bebidas e criada há 60 anos para ajudar artistas em início de carreira.
A mostra ao ar livre vai durar o tempo que o sol, a chuva e as reformas permitirem. Mas o museu já ganhou uma expansão. Duas “filiais” foram inauguradas há um mês na própria capital portuguesa, nos bairros São Bento e Amoreiras. O esquema é o mesmo: o audioguia e o mapa estão na internet. E a ideia pode ganhar espaço em outras cidades portuguesas, como Porto, Setúbal e Coimbra.
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