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Quinta-feira, 9 abril de 2009   edições anteriores
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  Estudantes de vários países se juntam na web

Conectar alunos de uma mesma escola é o uso mais comum, por enquanto, das redes sociais na educação. Mas a tendência no futuro é ir além. Ao menos em projetos especiais. Imagine interligar estudantes do mundo inteiro para trocar informações sobre, digamos, astronomia: alunos do Brasil poderiam contar a estudantes de Porto Rico sobre um eclipse que só foi visto por aqui.

É isso o que fizeram as escolas I.L. Peretz, de São Paulo, Leonides Morales Rodriguez, de Porto Rico, e Don Evasio Ferraris, da Itália. As três juntaram alunos para produzir, em conjunto e na mesma rede social, um projeto sobre o tema. “Cada escola produziu o seu trabalho. Mas a idéia é que professores e alunos interviessem nos trabalhos uns dos outros”, diz o professor brasileiro George Hirata.

A professora de Porto Rico, Esther Lugo, por exemplo, enxergou na ideia uma forma de troca de informações entre os alunos que não poderia ser feita se os estudantes fossem do mesmo país. “Vamos supor, por exemplo, que tenha um eclipse que só possa ser visto no Brasil. Um aluno daí pode contar aos daqui como foi”.

Outra possibilidade é a a própria troca de conhecimentos entre culturas diferentes, afirma a professora da escola italiana, Carla Vercellone. “A ideia é também mostrar aos estudantes como outros alunos como eles lidam com os mesmos assuntos”, diz. “Assim, eles podem perceber as diferenças e semelhanças e serem estimulados por exemplos dados por jovens como eles.”

Os estudantes aprovaram. Da Itália, Giácomo Caldeira, de 12 anos, disse que o mais interessante foi comparar o ponto de vista de diferentes culturas. “É legal saber a forma como pensam, suas origens...” A estudante Lizzmard Pellicier, de 15 anos, de Porto Rico, diz que nunca tinha imaginado falar com pessoas do Brasil. “Isso ajuda a entender as diferenças.”

No Brasil, Igor Goldstein, de 14 anos, afirma que houve mesmo troca de experiências. “Até consegui alguns amigos, mas só durou 15 dias”, lamenta. “Mas o bacana é que muitos dos nossos trabalhos foram até traduzidos e complementados por eles.”



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