Estadão.com.br
Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

20 mil postos para a Páscoa

Categoria: Carreira, comércio, Indústria, Trabalho

Wladimir D’Andrade

A Páscoa deve criar 20 mil empregos temporários no País. É o que estima a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Fábricas e lojas do ramo iniciaram as contratações em outubro do ano passado. De 2007 para cá o brasileiro consumiu 39% mais, o que faz do País o quarto maior consumidor de chocolate, atrás só de Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.

Grandes fabricantes projetam um crescimento em torno de 5% no volume de vendas para 2012. Já as empresas médias, que buscam atingir um nicho mais sofisticado de mercado, preveem um aumento acima de 20%. É o caso da Cacau Show e da Kopenhagen, pertencente ao Grupo CRM.

De acordo com o gerente de Marketing de Chocolates da Nestlé, Ricardo Bassani, quanto mais distante estiver a Páscoa do início do ano, época em que se concentram despesas como IPVA e IPTU, melhor o desempenho do setor em termos de vendas. Como a data deste ano cairá em 8 de abril, ele espera que as vendas se concentrem na primeira semana de abril.

Para o gerente executivo de Marketing da Garoto, André Barros, o desempenho deste ano está sendo beneficiado pelo crescimento da renda da população, principalmente após o aumento do salário mínimo no início deste ano.

A Kraft, detentora da marca Lacta, informa que sua produção de ovos de chocolate para a Páscoa deste ano vai totalizar 27 milhões de unidades, ante 25 milhões no ano passado.

Iata critica privatização de aeroportos

Categoria: Agenda, Análise, Impostos, Serviços

Jamil Chade *

A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília na segunda-feira significará passagens ainda mais caras e maiores impostos para as empresas aéreas. Foi assim que o setor aéreo mundial reagiu ao processo no Brasil, atacando abertamente o governo federal por ter adotado um modelo que ameaça prejudicar a indústria aérea e ainda não resolver o problema da falta de eficiência dos aeroportos nacionais.

A Iata — entidade que reúne as 280 maiores empresas do mundo — denuncia a falta de transparência no processo e diz que a inflação no preço da compra, comemorada pelo governo, não conseguirá ser compensada apenas com a exploração dos três aeroportos e acabará em novos impostos para os passageiros.

Representantes da Bovespa e do consórcio que venceu o leilão para o Aeroporto de Guarulhos comemoram (Foto: NILTON FUKUDA/AE – 6/2/2012)


Numa avaliação interna feita pela Iata e obtida pela reportagem, o processo da venda dos aeroportos provocou “forte preocupação†no setor privado. A entidade constatou que o valor das vendas foi muito acima do antecipado, chegando a R$ 24,5 bilhões, contra uma base de R$ 4,45 bilhões. Além disso, os contratos de concessão estipulam investimentos de R$ 16,2 bilhões nos três aeroportos.

Para a Iata, não haverá como recuperar esses recursos apenas na exploração da licença dos aeroportos, e o resultado será maiores impostos para todos. “Mesmo considerando que uma quantidade substancial de recursos pode ser atingida por meio de melhorias na eficiência dos aeroportos, em especial em Guarulhos, é difícil conciliar o montante pago com o potencial de receitaâ€, alertou a entidade. “Essa diferença é de grande preocupação para a indústriaâ€, indicou.

O que preocupa as empresas é o fato de que os impostos sobre combustíveis, sobre o espaço para escritórios e outros serviços “deixam espaço para interpretaçãoâ€. Na prática, temem que a margem de manobra nesses setores abra a possibilidade de que esses impostos sejam elevados.

Caso Acsa
Para Perry Flint, chefe de Comunicações Corporativas da Iata nas Américas, um dos temores vem justamente do histórico da empresa sul-africana Acsa, que faz parte do consórcio que venceu a licitação do Aeroporto de Guarulhos.

Segundo ele, uma das primeiras medidas dessa companhia na Ãfrica do Sul foi elevar de forma dramática os impostos quando assumiu nove aeroportos no País há uma década.

Preço alto
Segundo a Iata, o problema dos aeroportos do Brasil não é o fato de que as taxas aeroportuárias são baixas. “O problema é a baixa eficiênciaâ€, disse Flint. Um levantamento feito pela indústria revela que, na realidade, Guarulhos está entre os aeroportos mais caros do mundo. Para o pouso e decolagem de um avião A330, Guarulhos cobra taxas que seriam 93% superiores às do Aeroporto de Miami.

O Aeroporto Internacional de São Paulo também é 27,5% mais caro que o movimentado Charles de Gaulle, em Paris. Em comparação com o Aeroporto de Cingapura, Guarulhos é 2,5 vezes mais caro.

“É por isso que vamos monitorar essas negociações entre operadores e usuáriosâ€, alertou Flint. Segundo ele, porém, não ajuda o fato de o governo ser ao mesmo tempo o regulador dos aeroportos e ainda receber parte dos lucros.

“Isso dará margem para muita coisa. Antes e durante o processo de concessão, a Iata expressou suas preocupações em relação à estrutura da privatização, que deixa o governo na posição de ser parceiro dos novos proprietários e reguladorâ€, acrescenta o executivo da Iata. * CORRESPONDENTE / GENEBRA

SP: educação puxa alta de 1,32% no custo de vida

Categoria: Agenda, Análise, educação, Inflação

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS

A inflação do grupo Educação e Leitura encerrou janeiro com alta de 7,17%, configurando na maior pressão sobre o Ãndice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O ICV no mês subiu 1,32%, mostrando uma aceleração de 0,82 ponto porcentual sobre a inflação de 0,50% registrada em dezembro do ano passado.

Os preços no âmbito do grupo Educação e Leitura sempre são reajustados no começo do ano e em 2012 não fugiu à regra, segundo a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto. Os cursos formais foram reajustados em 8,35%, em média. As mensalidades nas escolas de educação infantil foram aumentadas em 10,17%; ensino fundamental, em 9,90%; ensino médio, em 9,88% e superior, em 6,80%. Cornélia chamou a atenção também para os aumentos dos preços dos livros didáticos (8,98%), jornais (8,45%) e cursos de língua (7,45%).

“Os serviços de escolas e restaurantes aumentaram mais que no ano passado”, observou a coordenadora do ICV-Dieese. A alimentação fora do domicílio teve seus preços reajustados em 1,22%, com a refeição tendo sido aumentado em 1,20% e os lanches, em 1,24%.

O Dieese apurou também altas de 1,99% no grupo Habitação, variação de 0,61% na Alimentação, reajuste de 0,94% na Saúde e alta de 0,88% no grupo Despesas Pessoais. Os grupos Equipamentos Domésticos e Transporte fecharam com quedas de 0,49% e 0,16%, respectivamente.

Pressionando os mais pobres

A composição dos preços em janeiro pressionaram as famílias de menor renda mensal, segundo mostra o Ãndice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Enquanto o índice geral contabilizou alta de 1,32% no mês passado, a inflação para as famílias que percebem a menor renda mensal, de R$ 377,49, subiu 0,37%.

Para as famílias com renda de R$ 934,17, o ICV registrou aumento de 0,43%. O maior aumento, de 1,11% ficou para as famílias do chamado estrato 3 de renda, que percebem mensalmente renda média de R$ 2.792,90. “As contribuições no cálculo da inflação, originárias na Educação e Leitura, afetaram mais as famílias de maiores rendas”, afirma a coordenadora do ICV-Dieese, Cornélia Nogueira Porto.

Também contribuíram para o aumento da inflação dos mais ricos os reajustes nos preços dos serviços domésticos. A contribuição destes serviços para a inflação das famílias com maior poder aquisitivo em janeiro foi de 0,57 ponto porcentual, enquanto que para os estratos 1 e 2 as pressões foram de, respectivamente, 0,23 e 0,30 ponto porcentual.

Já os aumentos registrados nos preços dos alimentos, pressionaram mais as famílias de menor renda. A contribuição da alta dos alimentos para a inflação destas famílias foi de 0,31 ponto porcentual. Para as famílias de renda intermediária, a contribuição foi de 0,25 ponto porcentual e para as mais ricas, de 0,13 ponto porcentual.

A mesma disposição vale para o grupo Saúde, cujo aumento contribuiu em 0,15 ponto porcentual para a composição da inflação dos mais pobres: em 0,11 ponto para as de renda intermediária e com 0,09 para os mais ricos. A queda na inflação do grupo Transporte, proveniente da diminuição nos preços dos combustíveis, beneficiou mais as famílias pertencentes aos 2º e 3º estrato, com contribuições idênticas de -0,003 ponto porcentual. Já as famílias do 1º estrato foram afetadas com 0,01 ponto porcentual.

Mega-Sena desta quarta pode pagar R$ 2,5 milhões

Categoria: Loterias

A Mega-Sena deve pagar R$ 2,5 milhões para quem acertar os seis números do concurso 1.361. O sorteio será realizado nesta quarta-feira, 8, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, onde o Caminhão da Sorte fica até sábado, 11.

A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 2,00 e pode ser efetuada até as 19h desta quarta-feira (horário de Brasília), em qualquer uma das 11.270 lotéricas do País.

Lotofácil
 
O concurso 712 da nova Lotofácil, agora com três sorteios semanais e a possibilidade de se jogar com até 18 números, pode pagar ao apostador R$ 1,5 milhão. A aposta mínima é de R$ 1,25 e pode ser efetuada até as 19h (horário de Brasília).

Lucro da Caixa cresce 37,7% em 2011

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Crédito

Aline Bronzati

A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2011, montante 20% superior ao visto em igual intervalo do ano anterior. No ano passado, o banco apurou lucro de R$ 5,2 bilhões, uma alta de 37,7% ante mesmo período de 2010.

O resultado operacional da Caixa foi de R$ 4,6 bilhões no ano passado, elevação de 69,4% perante 2010. Os ativos administrados pela Caixa Econômica Federal totalizaram R$ 1 trilhão em 2011, sendo R$ 510 bilhões em ativos próprios. No programa Minha Casa, Minha Vida 2, a Caixa fez contratos no valor de R$ 32,1 bilhões no ano passado, que devem beneficiar cerca de 1,7 milhão de pessoas.

Em 2011, o banco respondeu por 312,5 milhões de benefícios sociais e ao trabalhador, somando R$ 156,2 bilhões. No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os investimentos contratados relativos a repasses e financiamentos somaram R$ 91,4 bilhões no ano passado. Quanto ao patrimônio líquido em 2011, a Caixa divulgou ainda que o retorno foi de 29,6% no ano.

Crédito
A instituição divulgou ainda que sua carteira de crédito total somou R$ 249,5 bilhões em 2011, alta de 42% ante 2010. O patrimônio líquido atingiu R$ 19,6 bilhões em 2011, evolução de 27,6% em 12 meses.

No ano passado, a Caixa liberou R$ 80,1 bilhões para a habitação, montante 5,5% superior ao registrado em 2010. O saldo do crédito imobiliário foi de R$ 152,9 bilhões em 2011, aumento de 41,1% na comparação com o ano imediatamente anterior.

O número de financiamentos cresceu 15,7% em 2011, totalizando R$ 67,8 bilhões, dos quais R$ 36,4 bilhões realizados com recursos da poupança e R$ 31,3 bilhões com linhas que usam o FGTS.

A inadimplência total – atrasos superiores a 90 dias – foi de 2,0% em 2011, estável ante o terceiro trimestre do ano passado e leve alta de 0,1 ponto porcentual ante o resultado de 2010.

A quantidade de contas correntes cresceu 16,4% no ano passado, somando 19,1 milhões, das quais 1,3 milhão são pessoas jurídicas e 17,8 milhões de pessoas físicas.

O saldo da caderneta de poupança foi de R$ 150,4 bilhões em 2011, cifra correspondente a 35,8% de todos os depósitos feitos no Brasil, com alta de 16,2% ante o saldo de 2010.