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Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012
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Felipão prevê evolução psicológica após virada

Categoria: Palmeiras

O técnico Luiz Felipe Scolari destacou a importância psicológica de o Palmeiras ter batido o Santos por 2 a 1, de virada, com dois gols nos minutos finais do clássico, na tarde do último domingo, em Presidente Prudente, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. O treinador lembrou que o resultado serviu para o time ganhar mais confiança neste momento em que luta por afirmação e vem sendo cobrado por há tempos não conseguir alcançar resultados de expressão nas competições que disputa.

“(Essa vitória) muda o ânimo da equipe, muda a forma como a gente pode focar alguns assuntos, primeiro de uma forma diferente, como é o caso da convicção de acreditar (no resultado positivo) até o último minuto”, disse o treinador, para depois lembrar que a virada no placar também serviu como incentivo para os reservas que estão na luta por uma vaga na equipe titular.

“A vitória muda o espírito (do time) porque todos que entraram sentiram que deram a sua contribuição. E os que vão entrar sentem que fazem parte de um grupo, de uma equipe, não só de um time de 11 (jogadores). Pelo jogo que fizemos hoje (domingo), foi a melhor partida do campeonato”, comemorou.

O lateral-esquerdo Juninho, por sua vez, ressaltou a força mental do time palmeirense, que conseguiu a virada mesmo depois de ter sofrido um gol de Neymar já no segundo tempo. “O Palmeiras garantiu a vitória por causa da sua organização dentro de campo e não nos deixamos abater pelo gol. Espero que seja o começo de um ano maravilhoso para o Palmeiras. Fico feliz por ter marcado o gol e quero dedicar a todos os funcionários do clube”, ressaltou o jogador, que chutou a bola que Maranhão desviou para dentro do próprio gol santista e decretou o placar de 2 a 1 no último domingo.

Giants fatura título do Super Bowl

Categoria: Futebol, Futebol americano

A história se repetiu quatro anos depois. Assim como em 2008, quando superou o favorito New England Patriots no Super Bowl, o New York Giants derrotou a equipe do astro Tom Brady na noite de domingo, em partida disputada na cidade de Indianápolis, por 21 a 17 e faturou mais um título da liga de futebol americano.

A vitória de domingo foi comandada pelo quarterback Eli Manning, que venceu pela segunda vez o Super Bowl e foi eleito o MVP da partida decisiva. Já Brady perdeu a chance de se igualar a Terry Bradshaw e Joe Montana como o maior campeão da história, com quatro títulos.

A quarta conquista do Giants foi garantida apenas no instante final da decisão, quando Brady fez um lançamento do meio-de-campo para a endzone. Nenhum jogador do Patriots interceptou a bola, que caiu no chão. Assim, o placar de 21 a 17 favorável ao time de Nova York foi mantido.

O Giants teve um início de partida arrasador e abriu 9 a 0, com um erro de Brady e um touchdown. O Patriots, porém, reagiu antes do intervalo, que teve show de Madonna, e virou o placar para 10 a 9, com um field goal e um touchdown. E a equipe conseguiu um novo touchdown logo na retomada do duelo para abrir 17 a 9.

Com dois field goals, o Giants diminuiu a vantagem do Patriots para 17 a 15. Assim, o último período do Super Bowl começou completamente indefinido. Faltando um minuto para o final do duelo, Ahmad Bradshaw fez um touchdown para o Giants, facilitado pela marcação do Patriots, preocupado em deixar Brady com o máximo de tempo possível para definir a partida. A estratégia, porém, não deu certo. A defesa do Giants funcionou bem e garantiu o quarto título da equipe no Super Bowl.

O Verdão riu por último

Categoria: Palmeiras, Santos FC

Daniel Batista

A festa estava toda preparada para Neymar, que ontem completou 20 anos e alcançou 100 gols como profissional. Mas o Verdão virou o clássico no final com um gol depois de escanteio cobrado por Marcos Assunção e outro com a desastrada participação de Maranhão depois de cruzamento de Juninho que não daria em nada.

Desde que as duas delegações chegaram a Presidente Prudente, na véspera do jogo, o Palmeiras parecia ser um mero coadjuvante na festa preparada para Neymar. No desembarque, a torcida santista foi maioria, assim como no estádio. E na cidade, só se falava de craque.

O primeiro tempo foi muito ruim. O sol forte castigou os dois times – principalmente o Santos, que voltou a treinar mais tarde –, mas não foi o único motivo para a falta de qualidade da partida. O time de Muricy não tinha jogo pelas laterais porque Maranhão e Pará não se entendiam com a bola, e mostrava pouca objetividade (o técnico se esgoelava pedindo para seus jogadores chutarem a gol). No Verdão, com três volantes, Valdivia tinha de se virar sozinho para tentar criar. E para complicar ainda mais a vida do chileno, Luan e Fernandão não são os parceiros ideais para uma tabela.

No primeiro lance armado pelo Mago, os dois atacantes tiveram chance para marcar. E ambos erraram feio. O Santos respondeu com um tiro cruzado de Elano que Deola espalmou.

Luan errou duas vezes
Pouco depois Valdivia saiu machucado, e aí Daniel Carvalho entrou para tentar tirar leite de pedra. Ele quase conseguiu no fim do primeiro tempo, quando entrou driblando e parou numa grande defesa de Rafael.

No segundo tempo o Santos voltou com Alan Kardec em lugar de Borges. Ganso e Neymar começaram a aparecer mais e o time melhorou.

No Palmeiras, a esperança era Marcos Assunção marcar ou colocar alguém na cara do gol. Ele fez isso com Luan, mas o atacante chutou em cima do goleiro santista.

Pouco depois, em seu último lance antes de ser substituído por Maikon Leite, Luan não alcançou a bola num cruzamento de Ganso e deixou Neymar à vontade para marcar de cabeça.

Faltou perna
A festa parecia que estava garantida para o aniversariante, mas a velocidade de Maikon Leite começou a criar problemas para os cansados santistas – que não conseguiam segurar a bola para baixar o ritmo do jogo.

Aos 43 minutos, pouco depois de Ibson ter sido expulso, veio o empate. Marcos Assunção cobrou escanteio no primeiro pau e Fernandão desviou de cabeça para fazer o gol que salvou uma atuação que até ali era muito ruim. Parece que Presidente Prudente lhe dá sorte, porque ano passado ele estreou fazendo o gol da vitória de virada sobre o Corinthians por 2 a 1 pelo primeiro turno do Brasileirão.

Mais inteiro e acreditando que seria possível fazer o segundo gol, o Palmeiras foi para cima. Num contra-ataque, Maikon Leite fez grande jogada e quase marcou. Seu chute de pé esquerdo passou muito perto da trave direita.
Mas no ataque seguinte o Santos não escapou. Daniel Carvalho abriu na esquerda para Juninho e o lateral, com muito espaço, cruzou forte e rasteiro.

Na falta de um centroavante oportunista no ataque palmeirense, coube ao péssimo Maranhão fazer o serviço. Ele desviou de pé direito e matou o goleiro Rafael, que já saía para fazer a defesa.

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Leão: “Estamos em uma sinuca de bico”

Categoria: São Paulo FC

BRUNO DEIRO

Com a montagem do time prejudicada por lesões e pela espera por reforços, Emerson Leão se vê numa sinuca de bico neste começo de temporada. Sem o capitão Rogério Ceni, que passou por cirurgia no ombro, o treinador também perdeu Luis Fabiano. Para piorar, ainda não tem data para usar o volante Fabrício, o outro jogador do elenco com perfil para liderar o jovem time tricolor.

Em entrevista ao JT, o técnico reafirmou que acha necessário o clube partir em busca de mais um goleiro e também de contratar um centroavante que possa ser titular – jogador que, ao que tudo indica, será Nilmar.

As três vitórias conseguidas em três rodadas no Campeonato Paulista trouxeram conclusões sobre o time?
Com vitórias não há pressão e tenho mais tempo para corrigir erros. Ainda estamos colocando em forma alguns atletas contratados, e em uma ou duas semanas vão começar a jogar. E aí vamos ter uma ideia geral.

O Casemiro tem entrado. Você cobrou comportamento diferente dele em relação ao final da temporada passada?
Acho que o Casemiro está se acostumando a tudo o que se espera dele. Teve um apogeu precoce, mas teve uma decadência precoce também. Isso é ótimo, porque mais precocemente vai corrigir. Entrou bem, firme e resolveu o problema.

Qual o impacto de perder Rogério e Luis Fabiano neste início de temporada?
Para o torcedor são as duas referências positivas. Há muito mais apelo da torcida para que volte ao normal em relação ao Luis Fabiano, porque o Rogério fez uma cirurgia e vai demorar mais para poder jogar. O Fabiano sofreu muito ano passado e o clube investiu nele. Ele teve lesões que refletem este ano ainda.

Acha que há líderes para substituir Rogério em campo?
A substituição dele passa pelo Denis. Se for bem, poderemos esperar o Rogério com mais tranquilidade. Com o Luis Fabiano também passa isso, ele tem um jeito diferente de ser líder. E estamos em uma sinuca de bico, porque ainda não pudemos contar com o nosso volante, Fabrício. Ele ainda não treinou no campo comigo e precisamos dar um xeque-mate nisso. Mas esperamos que outros possam liderar sem serem forçados a isso.

O Denis precisa de um concorrente até o Rogério voltar?
Acho que o Denis fez um bom trabalho no ex-time Ponte Preta e por isso foi contratado. Já está há um bom tempo dentro do São Paulo, conhece bem a rotina do clube. Agora a camisa é dele. Por quanto tempo, só Deus sabe. Então, ele é quem comanda a situação, está entregue a ele. E a resposta positiva é que vai decifrar o futuro.

E se não for positiva?
Não posso pensar pelo lado negativo. Minha posição é de aceitar e incentivar, não de duvidar.

O clube busca um substituto?
Na minha cabeça, sim. Estamos buscando. A contratação passa por vários critérios, de informação, de observação, de aceitação, de condição, então estamos seguindo essa rotina.

A busca não exige pressa?
Não sei o que é pressa, temos um goleiro atuando. Acho que urgência é quando não tem.

Os reservas dele, Léo e Leonardo, dariam conta do recado se precisassem entrar no time?
Não sou pessimista. Se chegar a situação, e espero que não chegue, a gente vê. Você quer que fale que eles não estão aptos. Então, por que os tenho aqui? Se não estão aptos, por que estão aqui? Não posso falar isso.

A diretoria garantiu que eles estão aptos. Você concorda?
Há coisas que sabemos mais que os outros. E de goleiro eu sei, e sou o técnico. O diálogo com a diretoria é maravilhoso, só que vocês cobram informação e tem hora que não dá para dar a informação.

Vê a diretoria mais atuante na formação do elenco?
Não sei. Quando fui contratado, falaram que iam me consultar, mas que alguns atletas já estavam contratados. Você nunca me viu falar dessas contratações, porque já estavam feitas. Aconteceu o fato sobre o goleiro, é lógico que tenho de ser contatado. Agora, o senhor João Paulo (o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes) não pode dizer: “Vou contratar porque os dois que estão aqui não servem.” Acha que este é o discurso certo? Há coisas que precisamos falar

O Willian José está pronto para ocupar a vaga do Luis Fabiano?
Ele foi contratado para jogar aos poucos. É um garoto do interior, é a primeira vez que está tendo a oportunidade num time grande em sua carreira. Se você enchê-lo com uma cobrança excessiva, você pode perdê-lo. Então acho que alguns times perdem bons jogadores porque querem resultado imediato. E aí esses jogadores acabam estourando em outro clube que teve mais paciência. Ele está entrando em algumas partidas, numa foi um pouco melhor, em outras não, mas é isso que nós queremos.

Faltou esta paciência para manter o Henrique?
Não sei, mas ele está sendo pretendido por outros clubes. Com seu destaque no Mundial Sub-20 (foi o artilheiro e melhor jogador do torneio vencido pelo Brasil) ficou uma coisa antagônica. Ele não dá certo aqui e dá certo lá, então o clube resolveu vender.

Por que você deu poucas chances a ele no ano passado?
Acabei usando mais o reserva imediato do Luis Fabiano. Fui preparando o Willian, porque o Henrique já é sabedor do que é capaz. E os dois têm um biotipo completamente diferente.

O que falta para fechar o elenco?
Falta ao clube trazer um centroavante. Pretendemos achá-lo e está certa a conduta, até pela contusão do Luis Fabiano, que poderia ser mais séria. Então mostrou que a procura é necessária. Como também é a procura por um lateral-direito, porque nós temos um lateral específico (o paraguaio Ivan Piris) que pode ser convocado, como sempre foi, para a seleção de seu país. Com o afastamento temporário do Rogério, também precisamos de um substituto para ele.

Timão sofre mas mantém a liderança

Categoria: Futebol

OPINIÃO

POR MORENO BASTOS

Em mais um desempenho irregular do time, que ainda sente problemas físicos e técnicos neste início de temporada, o Corinthians precisou de um gol “achado” de Emerson Sheik para vencer o Linense por 1 a 0, ontem à tarde, no Pacaembu.

Verdade seja dita: a equipe do Parque São Jorge contou com uma boa ajuda do árbitro Marcelo Rogério, que anulou um gol legítimo do Linense no primeiro tempo, em uma cabeceada de Fabão após cobrança de escanteio. Com mais de dois metros de altura, o zagueiro causou enorme dor de cabeça para a defesa alvinegra.

O futebol mostrado pelo Corinthians pode não ter sido dos melhores, mas pelo menos o resultado serviu para manter a equipe na primeira colocação do Campeonato Paulista, com nove pontos em nove disputados. Além disso, o jogo de ontem serviu também para o técnico Tite analisar um pouco melhor o elenco que terá para disputar a Copa Libertadores da América (a estreia será em fevereiro), já que a diretoria dificilmente fará novas contratações – a menos que consiga tirar o meia Montillo do Cruzeiro.

Apesar de ter usado seus titulares contra o Linense, Tite viu sua equipe repetir os erros das duas primeiras partidas no Campeonato Paulista: falta de consistência para comandar a partida e muitos erros de finalizações.

Sufoco

Mais do que uma vitória para permanecer com 100% de aproveitamento no Paulista, o técnico Tite esperava evolução do conjunto da equipe, depois de desempenhos apenas regulares contra Mirassol e Guaratinguetá. E foi o que se viu nos primeiros minutos. Dinâmico, o time alvinegro dominou as ações em seu campo ofensivo. Além da ampla posse de bola, os donos da casa criaram oportunidades claras aos 3, aos 7 e aos 13 minutos da primeira etapa. Todas desperdiçadas, no entanto.

O Corinthians foi ajudado por um adversário que ainda não encontrou a sua melhor formação defensiva e que havia sofrido seis gols nos dois primeiros jogos. No Pacaembu, o técnico Pintado apostou em três zagueiros, mas Anderson Silva, Fabão e o veterano Bruno Quadros se estranharam e, jogando em linha, deixaram muitos espaços à frente da meta de Douglas.

Mas, se os meias do time alvinegro tentavam mostrar serviço, os atacantes estavam em descompasso. Emerson Sheik ficava escondido do lado esquerdo e Liedson parecia disperso. E assim, depois de muita ansiedade e passes errados, o Corinthians diminuiu o ritmo. Diminuiu tanto que permitiu ao Linense marcar um gol, muito mal anulado por Marcelo Rogério.

O Corinthians voltou do intervalo jogando ainda mais devagar. Melhor posicionado na defesa, o Linense se aproveitava dos erros de passes do adversário e de seu melhor posicionamento defensivo para assustar os campeões brasileiros em contra-ataques. Assim como a torcida, Tite estava insatisfeito e por isso promoveu a entrada de Jorge Henrique no lugar de Danilo, aos 18 minutos. A alteração deu mais velocidade ao time, mas os problemas de finalização continuavam. Então foi a vez de Liedson, apagado, dar lugar a Élton.

Quando a torcida corintiana já perdia a paciência com a falta de direção dos chutes de seus atacantes, Emerson, aos 34 minutos, aproveitou rebote do goleiro Douglas, e mandou a bola para a rede em chute quase sem ângulo. Foi o gol do alívio.