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MP tenta acordo entre as partes
O promotor Arthur Pinto Filho, da Vara da Saúde Pública do Ministério Público Estadual, diz tentar intermediar um acordo entre a Prefeitura e o sindicato dos médicos da capital para estabelecer um piso salarial à categoria na rede. Ele diz ter “diversas” denúncias de falta de profissionais na rede - que seria, segundo ele, um dos grandes problemas da saúde de São Paulo - e aponta a baixa remuneração como uma das causas para o quadro.
“A Prefeitura abre concursos públicos para a contratação de médicos, mas os médicos não tomam posse nos cargos”, diz o promotor. O salário maior em unidades públicas geridas pela iniciativa privada, como as AMAs, seria outro fator de esvaziamento dos hospitais. Os médicos preferem os melhores salários dessas unidades, segundo afirma.
O presidente do Conselho Nacional de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, Francisco Batista Filho, questiona a diferença de salários entre os hospitais e as AMAs. “O funcionário de uma Organização Social que presta serviço à Prefeitura tem salário pago pela Prefeitura. Como a Prefeitura pode pagar um salário maior dentro de uma unidade terceirizada e não pode pagar diretamente?”
Gravidade
Batista Filho classifica como “fato gravíssimo” o aumento da taxa de mortalidade nos hospitais da rede municipal e afirma que os dados precisam ser explicados pela Prefeitura.
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