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Mudança de canil provoca manifestação
MARICI CAPITELLI, marici.capitelli@grupoestado.com.br
Com cartazes e faixas, protetores de animais e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) farão hoje um protesto contra as mudanças do canil onde vivem 110 cachorros abandonados. Os manifestantes vão dar um abraço no abrigo. Na sequência, seguem em passeata até os prédios da reitoria e da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ).
Os organizadores da manifestação querem explicações oficiais da universidade sobre qual será o destino dos cães. Eles alegam que, apesar de serem os responsáveis pelos animais abrigados, não foram comunicados sobre o que irá acontecer com os bichos. A única informação que têm foi a colocação na segunda-feira de banners no câmpus informando a desativação do abrigo. O grande temor dos protetores é que os cães sejam sacrificados.
Em nota, a USP esclareceu que o canil, que funciona nos fundos do prédio da Coordenadoria do Câmpus da Capital (Cocesp), não será desativado. Acrescentou que foi iniciado um estudo sobre o destino dos animais abandonados. Segundo a universidade, equipes da Cocesp e da FMVZ irão “elaborar um projeto referente ao recebimento dos animais, avaliação médico-veterinária, castração e encaminhamento para adoção”.
Desde 2001, há na USP o projeto Conviver, que foi criado pela reitoria. Cabe aos participantes do programa o cuidado dos animais abandonados. Como consequência dele foi criado o canil em 2002.
O Conviver conta com o apoio e estrutura da entidade de proteção Patinhas Online. O grupo atua, principalmente, no trabalho de adoção. Juliana Bueno, uma das coordenadoras do Patinhas Online, conta que desde a noite de segunda-feira, quando se espalhou a notícia da possível desativação do canil, a Patinhas Online já recebeu mais de 1,7 mil e-mails de pessoas indignadas com a postura da universidade no tratamento dispensado aos cães.
O câmpus da USP sempre foi um ponto de desova de cachorros e gatos abandonados. A estimativa é que estejam perambulando pelo câmpus cerca de 100 animais. O atual canil não tem mais capacidade para recebê-los.
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