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Domingo, 25 abril de 2010   edições anteriores
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  Lá vem a noiva. Toda de branco

Ana Carolina Rodrigues, anac.rodrigues@grupoestado.com.br

Na próxima semana, começa o mês das noivas. E elas vão invadir os salões de beleza para testar maquiagem, cabelo e vestido. Para sentir tudo isso na pele, a repórter Aline Nunes, do JT, teve um dia de noiva num salão do Itaim Bibi, com direito a massagem, drinks, make- up. O resultado? Basta conferir as fotos desta página. Ela amou

Às 8h50, o carro do jornal passa em casa e seguimos rumo ao salão. Até aí, parece mais uma pauta comum. Mas ao chegarmos ao local - o salão J.J Cabeleireiros -, deixo de lado o bloco de anotações para me entregar a seis horas de tratamentos e muitos flashes. Sinto-me uma celebridade. O desfrute do pacote, ao custo de R$ 1.570, começa com músicas zen.

Numa sala à meia luz, fecho os olhos e me entrego a uma limpeza de pele, seguida de esfoliação e massagem nos pés. Firme, aguento 30 minutos sem rir. Relaxei tanto, que até esqueci da reportagem e, claro, do colega fotógrafo, André Lessa. Mas eis que surge o banho de ofurô, e a hora do biquíni. Enquanto Lessa ajusta a lente que vai usar, pulo na banheira e escapo da foto entrando no ofurô.

Mais massagem e bate aquela fome. Recebo um banquete com salada, massa, suco e sobremesa. Ufa! Mas o dia de princesa só está começando. O cabeleireiro Bruno Lemes escolhe um penteado clean. “Você vai arrasar na igreja”, diz ele. Detalhe: a dona do salão, Jane Brendim, não revelou à equipe que eu era repórter.

Com 13 rolinhos presos no cabelo, sigo para a sala de maquiagem, iluminada por mais de 20 lâmpadas. Começa, então, a transformação, realizada pelo maquiador José Luiz Freire. A sobrancelha afina. O rosto ganha blush e os cílios são alongados. Quase pronta, ganho uma taça de prosecco. Chique.

Chega a hora do vestido. Na sala da noiva, recebo um par de sapatos, um buquê e minha aliança, essa de verdade, já que sou noiva.

Parece que acabou. Engano. Numa outra sala, recebo um drink e instruções da dona do salão de como segurar o buquê. Do lado de fora, nada de carros luxuosos ou chofer de smoking. O colega André Lessa guarda o equipamento de foto. O salão volta à rotina e desmonto o cabelo. Entro no carro do jornal. No caminho, nada de igreja, apenas o retorno à redação. Carrego comigo o buquê, feito pela Cris Barbosa Decoração. Diferentemente do meu visual, o buquê chegará intacto à redação. A vida real está de volta. E o sonho de um dia fazer esse ritual pra valer. Afinal, sou noiva. E devo me casar em breve. Se Deus quiser.



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