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MP não consegue impedir invasão
O Ministério Público não conseguiu impedir que a situação da semana passada se repetisse. Embora tenha feito pedido à Justiça na quinta-feira para impedir a manifestação, ele foi negado. Até mesmo a medida cautelar que proibia apenas a obstrução do trânsito, apresentada em seguida, foi rejeitada pela Justiça na manhã de ontem.
No início da manifestação dos professores, às 14h de ontem, a Polícia Militar bloqueava o trânsito em apenas uma faixa da Paulista, no sentido Consolação. No sentido oposto, o trânsito fluía normalmente. Às 14h45, com a chegada de mais manifestantes em ônibus vindos de todo o estado, a polícia precisou fechar outra pista. Porém não demorou para que grevistas do outro lado da avenida invadissem todas as faixas da Paulista, paralisando totalmente o tráfego em dois quarteirões, entre as ruas Itapeva e Peixoto Gomide.
O trânsito, já pesado às sextas-feiras, ficou comprometido. Na Avenida Paulista e nas ruas Augusta e da Consolação, filas imensas de ônibus se formaram. Passageiros decidiram abandonar os meios de transporte, que continuaram vazios até o fim do protesto. Por volta das 16h30, as pistas da Paulista que levam ao sentido Paraíso começaram a ser liberadas. No sentido oposto, o trânsito ficou impedido até pouco depois das 17h. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não soube informar a lentidão no horário, mas às 19h a lentidão atingiu pico de 209 quilômetros.
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