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Rastreamento é feito por satélite
Luiz Guilherme Gerbelli, luiz.gerbelli@grupoestado.com.br
Saber qual caminho um bandido percorreu até chegar à sua vítima ou determinar por onde um assassino escapou da cena do crime é simples: basta um pedido oficial da polícia ou da Justiça para que as empresas de telefonia celular liberem o trajeto. Depois disso, elas acionam seus bancos de dados, que armazenam o histórico de sinais de antenas de estação de rádio base captados por satélites e emitidos pelos aparelhos. Com isso, o passo a passo de qualquer pessoa pode ser refeito, sem erro.
Contudo, para que isso possa ocorrer, é necessário que os telefones sejam mantidos ligados. Além disso, o rastreamento de criminosos e suspeitos ficou mais fácil graças ao aumento da quantidade de aparelhos celulares em uso por todo o Brasil, fenômeno que ocorre desde a década passada.
Ao contrário dos telefones fixos, os aparelhos móveis emitem o sinal via satélite o tempo todo e, por isso, ajudam a polícia a encontrar bandidos.
Segundo o professor de eletromagnetismo José Feliciano Adami, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), os telefones celulares sempre mandam sinais até as centrais mais próximas para orientar sobre a sua localização. “O tempo todo o aparelho informa que está pronto para receber chamadas por meio dos pulsos.”
Segundo o professor, os telefones celulares deixam de realizar qualquer tipo de comunicação somente quando estão desligados.
Todas as chamadas efetuadas e recebidas também ficam registradas nas centrais de telefonia. Em São Paulo, a Telefônica é a empresa responsável por armazenar esses dados. “Basta a polícia emitir um documento oficial e enviar para as empresas de telefonia para ter acesso ao histórico de qualquer usuário”, disse.
O último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), divulgado em janeiro, indica que o País tem 175,5 milhões de celulares, sendo 145 milhões no sistema pré-pago e 30,5 milhões no pós-pago. No Estado de São Paulo, são computados aproximadamente 45 milhões de aparelhos, o que equivale a 25,56% do total de telefones móveis em todo o Brasil.
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