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Domingo, 7 março de 2010   edições anteriores
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  Danilo é a salvação?

Ele pega o Azulão com missão de dar criatividade ao time

Marcel Rizzo, marcel.rizzo@grupoestado.com.br

Danilo desdenha do fato de ter sido o escolhido para usar a camisa 10. Diz que a magia desse número já acabou no futebol brasileiro e mundial, talvez numa tentativa de diminuir a pressão que pode sofrer da torcida a partir de hoje, quando entrará em campo contra o São Caetano em Barueri. E também não quer ser rotulado como o homem que pode resolver o problema de falta de criatividade que o Corinthians vem tendo neste ano.

“Armação, como defender ou fazer gol, não é responsabilidade de apenas um jogador. O time precisa de entrosamento, porque com isso vai render bem”.

Danilo ainda não ajudou muito Mano Menezes a entrosar o time. Na formação dos sonhos do técnico, ele e Tcheco (que hoje será poupado) são os armadores, com Jorge Henrique e Ronaldo no ataque.

Só que o camisa 10 chegou do Japão numa condição física inferior até à dos jogadores que atuavam no Brasil e voltavam de férias. Na pré-temporada em Itu fez um trabalho diferenciado, mas não evitou uma lesão muscular logo nos primeiros jogos. Por isso, só entrou em campo três vezes. No clássico contra o Palmeiras, em que começou jogando ao lado de Tcheco, foi improvisado na lateral depois da expulsão de Roberto Carlos.

Mano pretende colocá-lo em campo hoje para ganhar ritmo. O foco mesmo é quarta-feira, quando o time visita o Independiente Medellín em Bogotá, na Colômbia. Danilo mesmo admite que hoje só deve ter condições de atuar em um tempo - ele provavelmente iniciará a partida.

“Para 90 minutos é mais complicado, mas é importante eu estar em campo porque preciso estar melhor na quarta.”

O esquema

Mano Menezes acha que seu time precisa de mais lucidez na armação das jogadas. Na tática que o treinador elaborava no início de janeiro, quando o elenco foi montado, Danilo sempre era o homem da criatividade. Tcheco, que Mano conhecesse bem da época de Grêmio, é um jogador que auxilia bem na marcação e tem bom toque de bola. Para o treinador, seria o “Elias da esquerda”. Com um primeiro volante na frente da zaga, Elias e Tcheco seriam os homens para levar a bola para a frente.

O problema é que as lesões de Danilo e Ronaldo fizeram com que o time ideal nunca pudesse ser testado. Mais da metade do Paulista já se foi, e o segundo jogo pela Libertadores será quarta-feira.

Além de Tcheco, Ronaldo, Elias, Jorge Henrique e Dentinho serão poupados. Chicão, com dores no pé direito, também não jogará.



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