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Professor quer ganhar por trabalho online
Alimentar blogs, sites, twitter, responder e-mail de alunos e estar por dentro do dinamismo do universo eletrônico faz parte das atividades de muitos professores de universidades e escolas. A remuneração por este trabalho - que se desenvolve frequentemente fora das escolas - está sendo reivindicada na campanha salarial deste ano dos professores da rede particular.
Segundo Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), o diferencial para os pais escolherem uma escola é a tecnologia e o atendimento exigido, tanto pelos alunos como pela própria escola. “Preparar aula hoje inclui estar nas redes interativas. O professor não foi instruído para isso, ele teve que se virar sozinho, comprando computador e se preparando”, analisa. Como o salário do professor é calculado por hora-aula, tais atividades não são pagas ao docente. O salário do professor varia muito, segundo o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamim Ribeiro da Silva. “Existem escolas que pagam dez vezes mais que outras.” O piso da hora-aula de um professor de ensino fundamental e médio é de R$ 8,80.
Caso a reivindicação seja aceita, o próximo passo, segundo Napolitano, é estipular e discutir como será feito o cálculo do pagamento extra. “O que não pode é o professor trabalhar mais sem remuneração”. Para o professor do Colégio Bandeirantes, tal discussão não se justifica em todos os casos. “No nosso caso, o colégio capacita o professor. Se antes tínhamos que preparar aula tradicionalmente, hoje montamos PowerPoint.” A posição da diretora do colégio Rio Branco, Esther Carvalho é a mesma. “Hoje ele (professor) faz isso (aula) utilizando os recursos da tecnologia.” L.A.
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