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Evite 'pular muito de galho'
Trocar muito de emprego também pode contar pontos negativos no currículo profissional, segundo especialistas. A mudança constante de empresas aponta uma instabilidade do empregado, visto pelo mercado como alguém que não veste a camisa de nenhuma empresa.
“Esse profissional que muda muito de emprego mostra falta de compromisso com a empresa em que está”, afirma a professora do curso de Administração de Empresas na área de gestão de pessoas da PUC-SP, Ana Lúcia de Madureira Biral.
Para a consultora Vivian Maerker Faria, ser um profissional descompromissado pode atrapalhar até mesmo na hora de pedir aumento. “Por que uma empresa vai pagar mais para um profissional que pode sair a qualquer momento?”, questiona.
A professora Ana Lúcia afirma que o profissional que muda muito de empresa terá problemas, também, para conseguir um novo emprego. “As empresas querem alguém que fique tempo suficiente para criar vínculos com a empresa e vestir a camisa”, diz.
A professora do MBA em Liderança da Brazilian Business School, Irene Azevedo, diz que os profissionais passaram a fazer trocas constantes de emprego nos anos 1990. A decisão era uma resposta a situação experimentada até então. Nas décadas de 70 e 80 era comum um profissional permanecer anos a fio na mesma instituição, o que não significava necessariamente realização profissional. “Nos anos 90, houve uma correria de mudança de emprego com o ‘boom’ das companhias de telecomunicação. Só que, depois, o mercado se acomodou e muita gente ficou de fora”, acrescenta.
O diretor de operações da consultoria Human Brasil, Fernando Montero, afirma que, se o profissional quer ficar na empresa, precisa mostrar interesse em se desenvolver com a companhia. “O importante para se estabelecer na empresa é ter uma relação de transparência”, diz.
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