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Avalanche já matou 150 pessoas
Cerca de 3 mil pessoas ficaram presas em veículos. Equipes de resgate mantém buscas
Equipes de emergência do Afeganistão contaram ontem 165 pessoas mortas em um desfiladeiro, no norte do país, atingido por uma série de avalanches.
A nevasca provocou as avalanches que engolfaram no túnel da Passagem de Salang, construído pelos soviéticos e que, com seus 2,6 quilômetros, é a principal rota atravessando a cadeia de montanhas Hindu Kush, ligando o subcontinente indiano à Ásia.
“Infelizmente, mais de 150 de nossos compatriotas foram mortos por cauda do frio terrível e da neve, e centenas de outros ficaram feridos”, disse à agência de notícias Reuters o general Mohammad Rajab, chefe da autoridade rodoviária de Cabul-Salang.
Resgate
O militar afirmou que dezenas de sobreviventes foram encontrados. Soldados, equipes de resgate e moradores locais transportaram feridos, idosos e crianças nas costas por quilômetros.
Basir Salangi, governador da província de Parwan, onde está localizado o túnel de Salang, afirmou que a estrada foi liberada, mas as condições permaneciam perigosas em razão da ameaça de mais avalanches e nevascas.
Uma equipe de reportagem da Reuters no local viu sobreviventes dentro de um ônibus de passageiros que havia caído no penhasco, pedindo ajuda aos gritos.
Era possível observar diversos carros pequenos e ao menos dois ônibus embaixo do desfiladeiro.
O ministro da Defesa do Afeganistão, Abdul Rahim Wardak, afirmou que 3 mil pessoas ficaram presas em veículos ao longo da passagem, na montanha, a 3.400 metros de altura.
Terror
O túnel de Salang chegou a ser dinamitado em 1997, pela Otan, para dividir em dois o Afeganistão e dificultar o avanço das milícias Taleban, instaladas no poder em Cabul, mas que não controlavam parte do território norte do país.
Desde então, foram realizadas obras de restauração na estrada, que chegou a se transformar em um cemitério de minas e explosivos. Os desmoronamentos e congestionamentos por causa das condições climáticas na estrada de Salang se tornaram relativamente frequentes durante os últimos anos.
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