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Terça-feira, 19 janeiro de 2010   edições anteriores
ECONOMIA
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  Vida melhor desde o fim de 2008

LUCIELE VELLUTO, luciele.velluto@grupoestado.com.br

O paulistano acredita que a vida melhorou desde o final de 2008, quando a crise econômica se mostrava cada vez mais forte, e que a situação financeira pessoal deve melhorar ainda mais nos próximos meses. Uma pesquisa realizada pela Associação comercial de São Paulo (ACSP) mostra que 69,3% dos moradores da cidade de São Paulo afirmaram estar em situação financeira mais favorável em novembro de 2009 que no mesmo período do ano anterior.

As classes que apresentaram mais otimismo foram A e B, com 75,2% dos entrevistados afirmando que a situação financeira estava melhor no fim do ano passado do que no final de 2008. Já para a classe C, esse porcentual cai para 67,6% e na D e E para 57,1%.

O setor que mais ganhou com o clima positivo do fim de ano foi o do vestuário. Os produtos deste segmento foram procurados por 60,5% dos consumidores em novembro. Em seguida vieram os eletroeletrônicos (28,4%) e os eletrodomésticos (25,7%).

Os consumidores também estão mais otimistas para os próximos 12 meses. De acordo com o levantamento, 67,6% dos entrevistados acreditam que estarão financeiramente melhores no final de 2010 do que no fim de 2009.

Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, o clima otimista deve se refletir na vendas do comércio. “Esperamos um crescimento nas vendas que pode ir de 4,5% e até chegar a 6% no primeiro trimestre deste ano. Tivemos um início ruim em 2009, o que dá essa margem pela base de comparação fraca”, explica.

Burti acredita que o consumidor entrou em um clima positivo no final do ano passado porque teve o emprego garantido e também houve queda nas taxas de juros. “A crise também não foi de toda ruim, porque fez com que as pessoas controlassem melhor suas finanças. Isso faz os clientes do comércio se tornarem mais conscientes de seus gastos”, diz.

Para ele, não há motivos para uma mudança de clima nos próximos meses. “Não há nada previsto que possa abalar a confiança do consumidor.”



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