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Segunda-feira, 4 janeiro de 2010   edições anteriores
ECONOMIA
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  'É um veículo novo para a marca, com um linguajar diferente'

Nícolas Borges, nicolas.borges@grupoestado.com.br

ENTREVISTA
Carlos Leite

GERENTE DO PROJETO AMAROK, SOBRE A PRIMEIRA PICAPE MÉDIA DA HISTÓRIA DA VWC

Buenos Aires - Carlos Leite nem precisou fazer uma lista de resoluções de ano novo, pois já tem um grande desafio para 2010. Ele comandará as ações de vendas e marketing da Amarok, a primeira picape média da história da Volkswagen. O utilitário, que começa a ser vendido no País em março, será feito na Argentina. O engenheiro está há menos de seis meses na VW e foi contratado por sua experiência no segmento, que inclui ter gerenciado a área de picapes da Ford. Em entrevista concedida ao JC em Buenos Aires, há duas semanas, durante a apresentação da Amarok, Leite se mostrou otimista em relação a sua nova “filha”.

Como a VW nunca teve uma picape média, qual é a maior dificuldade que as autorizadas terão para vender a Amarok?

A palavra não é dificuldade. É preciso haver formação da rede, de passar conhecimentos básicos desse segmento, desse tipo de produto. É nisso que estamos trabalhando bastante.


É um trabalho maior do que seria necessário para lançar um hatch ou sedã, por exemplo?


Sim, pois é um veículo novo para a marca, que tem um linguajar diferente, clientes diferentes. Por isso é preciso a preparação.


Como conquistar esse consumidor, que já tem à disposição várias marcas tradicionais em picapes médias?

Primeiro tem a força da marca. Depois, o produto, que é muito bom, diferenciado. É que você ainda não teve a oportunidade de dirigi-lo. O veículo se destaca muito em termos de tecnologia, além da potência e torque do motor, que fazem a diferença numa picape. Sem falar da rede grande, que abrange todo o território nacional. Por isso, acho que não haverá dificuldade.


Durante a apresentação do carro, além da versão de topo, havia uma simples, com rodas de aço e acabamento menos sofisticado. Elas virão juntas, com a mesma mecânica (motor 2.0 diesel biturbo e tração 4x4)?

Não, o lançamento será feito apenas com a configuração de topo. Em seguida, aos poucos, serão oferecidas algumas opções, com versões com cabine simples, tração 4x2 e assim por diante.

Soube que a versão com motor diesel de um só turbo será a primeira variante e que ela chegará às concessionárias por volta do meio do ano...

Pode ser. Seria o primeiro passo descendo um pouco na gama.
Se a Volkswagen conseguir vender as 10 mil unidades previstas da Amarok no Brasil em 2010, já será possível para a marca encostar na Fiat, pela briga no mercado geral de veículos?
Vai depender muito do sucesso no lançamento. Com esse número, poderemos chegar perto, mas espero que consigamos mais. Tem como ser mais.

Isso já tiraria a diferença (em relação à Fiat)?
Daria para encostar.


Na Europa, o sedã de alto luxo Phaeton foi uma iniciativa fracassada num segmento em que a Volkswagen não atuava. Há risco de algo parecido acontecer com a Amarok?
Não. A VW conhece bem esse segmento. A empresa faz comerciais leves há 60 anos e produz modelos 4x4 há três décadas. Temos uma tradição muito grande nesse segmento. Não enxergo esse risco.

Viagem feita a convite da VW



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