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Segunda-feira, 4 janeiro de 2010   edições anteriores
ECONOMIA
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  Descontos de até 80% nos clubes de compras

Os clubes de compras, que oferecem produtos com descontos de até 80% somente para associados, ganharam espaço no comércio eletrônico brasileiro em 2009. A Brandsclub, uma das maiores desse mercado, espera atingir 1 milhão de associados no próximo mês. A concorrente Privalia, de origem espanhola, ampliou investimentos no Brasil, com planos de transformá-lo na sua maior operação mundial em dois anos. Na base da confiança dos empresários, está a expectativa de crescimento do número de “e-consumidores” no País. Segundo a consultoria E-bit, eles formam hoje uma massa de 17 milhões de pessoas - apenas 25% do total de internautas.

A Privalia, que aportou no Brasil em janeiro de 2009, recebeu em julho um aporte de 8 milhões de três grupos de investidores. Segundo a companhia, parte “considerável” desse valor será aplicada na operação brasileira. A empresa também tem negócios na Itália. “O potencial do mercado brasileiro é um dos maiores do mundo. Há uma base boa de usuários de internet que ainda não compram na rede”, diz o diretor da Privalia, André Shinohara.

O executivo, que fez carreira na Submarino, foi contratado pelos espanhóis para comandar a nova fase de investimentos no País. O número de funcionários da filial brasileira saltou de 20 para 100 nos últimos seis meses.

O foco das vendas da Privalia são artigos de moda, como roupas, calçados e acessórios. Eletroeletrônicos e produtos de decoração e cama, mesa e banho também tem encontrado espaço no modelo de negócios da companhia, que oferece de 50% a 70% de desconto nas vendas, realizadas pontualmente - com data e hora para acabar - e destinadas apenas aos sócios. Hoje, são cerca de 600 mil. Segundo Shinohara, outro motivo que justifica os investimentos no Brasil é a estrutura do varejo. Diferente dos Estados Unidos e Europa, os lojistas tradicionais têm poucos canais de desova de estoques. O outlet virtual seria uma opção para o problema.

O fundador da Brandsclub, Paulo Humberg, também aposta nesse “vácuo” para crescer no País. “Juntamos as duas pontas: os comerciantes, que precisa resolver seu problema de estoque, e o consumidor, que quer oferta”, diz o empresário.



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