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Dobradura em tecido
Com reportagem de Bruna Ribeiro
Marcelo Duarte
Neta de japoneses e praticante da arte de dobraduras desde criança, Thais Kato, 31 anos, se vangloria de ser a criadora do origami em tecido (http://thaiskato.com.br). Formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (PR), ela começou a fazer experimentações com diferentes estilos e materiais para origami quando precisou acompanhar sua mãe, internada em um hospital por causa de uma forte pneumonia. Das dobras do tecido, surgem carteiras, porta-moedas e até marcadores de livros. Em pouco tempo, ela já estava produzindo carteiras de origami para presentear amigos e, desde fevereiro de 2009, vende suas criações em feiras de artesanato em São Paulo.
Cada carteira demora em média duas horas para ser feita, em um processo que envolve o corte e a engomação do tecido, além das dobraduras tradicionais. O preço varia de acordo com a dificuldade da produção e a qualidade do tecido. A mais simples sai por R$ 35, enquanto que uma carteira feita com um tecido tradicional, importado do Japão e com estampa de gueixa, custa R$ 105. Thais faz também um charmoso marcador de livro dobrado como um tsuru, origami em forma de pássaro, símbolo de boa sorte (cada um custa R$ 7). Com o negócio em expansão, a ex-jornalista já foi obrigada a fazer cem carteiras em apenas três dias. Hoje coordena uma equipe de 15 pessoas. “Quando o trabalho aperta, até minha filha, Julia, de 8 anos, ajuda nas dobraduras mais simples.”
Onde encontrar Feira do Casarão.
(Av. Paulista, 1919; todos os dias), Feira da Praça Benedito Calixto (sábados), Feira do Shopping Center 3 (Av. Paulista, 2064; domingos)
Halal O corte de carne próprio dos muçulmanos
Muito se ouve falar em comida kosher, que segue as regras de abate e preparo exigidas pelo judaísmo. Mas os muçulmanos também têm a necessidade de ingerir uma alimentação especial. A carne halal segue os preceitos da religião. “Tudo o que é halal é permitido pela religião islâmica, seja em atos, alimentos ou na forma de tratar amigos e familiares”, explica Ali Ahmad Saifi, vice-presidente do Cdial Halal (Centro de Divulgação do Islam para a América Latina), que certifica os cortes há 20 anos. “Halal significa lícito, e haram, proibido.”
Na alimentação, os animais terrestres herbívoros, como o boi e o carneiro, devem passar por uma forma especial de abate. “O animal precisa ser degolado”, explica Ali. “Virado para a direção da cidade de Meca, o animal tem a traqueia, o esôfago, as carótidas e as veias jugulares cortados”, explica Ali. “São quatro pontos. O osso não deve ser cortado. O sangue do animal que não foi abatido da forma correta fica na carne, podendo trazer doenças.” Na hora do abate, ao pedir autorização a Deus para tirar uma vida, deve-se dizer: “Em nome de Deus. Deus é maior”.
Em São Paulo, a Casa do Líbano (Rua Barão de Ladário, 831; Pari; 3313-0289) é conhecida por servir carnes halal. A churrascaria Prazeres da Carne (Rua Pedro de Toledo, 1361; Vila Mariana; 5572-0018) também serve o corte, se ele for pedido pelo cliente. No ABC paulista, a carne halal pode encontrada no Recanto Árabe Delivery (Avenida Francisco Prestes Maia, 950; Centro; São Bernardo do Campo; 4332-7596).
Bicicross ‘Limonada bem doce’
Embaixo do Viaduto Armênia, na Avenida dos Bandeirantes, existe uma pista de bicicross. Como ela foi parar ali? “Estava procurando um lugar e fui levado até lá pela então coordenadora de assistência social da Subprefeitura de Pinheiros, Sandra Branco”, explica o empreendedor esportivo Max Meirelles. “Até a metade da década de 80, São Paulo chegou a ter seis pistas profissionais. Mas, com a especulação imobiliária e o crescimento viário, o bicicross perdeu espaço na cidade.” O Clube da Comunidade Arena Radical (www.cdcarenaradical.blogspot.com) foi inaugurado em maio de 2008. O local era ocupado por um ecoponto e tinha problemas de invasão. “Insisti em fazer a pista ali para misturar a população do Itaim com a da favela Nova Assunção. Queria fazer uma limonada bem doce com essa heterogeneidade.” São três pistas, de três modalidades: bicicross (um circuito para iniciantes e outro para experts), BMX Jump e Street, com área total de 6.900 metros quadrados. O Arena recebe até 250 pessoas por final de semana e funciona de terça a domingo, das 8h às 22h. Grátis.
Sexo O hospital de vibradores
“É um brinquedo erótico ou normal?”, pergunta o empresário Bartolomeu Queiroz de Alencar para quebrar o gelo com os clientes mais envergonhados. Ele comanda o Hospital dos Vibradores e Acessórios (R. Deputado Emilio Carlos, 1304; Osasco; 3699-7360/ 8754- 8118), assistência técnica especializada em vibradores, bonecas infláveis e outros acessórios sexuais.
Bartolomeu dedicava-se a consertar singelos brinquedos quando um rapaz apareceu com um pedido inusitado: consertar um vibrador. O problema teve uma solução simples e Bartolomeu enxergou ali um mercado promissor. Como a maior parte dos brinquedos sexuais é importada, muita gente os joga fora ao primeiro sinal de mau funcionamento. Atualmente, o lugar conta com quatro funcionários treinados para resolver todo tipo de problema. O lugar conserta por volta de 500 peças por mês, enviadas e devolvidas pelos Correios. O preço cobrado corresponde em média a 10% do valor do acessório novo.
Saia justa é o que não falta nesse ramo. O próprio Bartolomeu já foi vítima de uma delas. Certa vez, o Hospital dos Vibradores recebeu um pedido de conserto de um ‘sugador de mamilos’. Reparo feito,era preciso testar seu funcionamento. Heroicamente, o empresário colocou o aparelho em suas bochechas. Funcionou até demais: a pressão marcou seu rosto. “Fiquei uma semana com manchas na cara. Imagina como foi explicar isso para a minha mulher.”
Congonhas Carrinhos quebrados
O movimento de carrinhos no embarque e desembarque dos aeroportos cresceu bastante no final de 2009. Passageiros carregados de bagagens sofrem, muitas vezes, com a precariedade desses carrinhos. São rodas que não viram ou mesmo que não rodam.
Quantos carrinhos são oferecidos em Congonhas, quantos quebram por mês e onde esses utensílios são consertados? O Curiocidade fez essas perguntas à assessoria de comunicação do Aeroporto de Congonhas, e recebeu a declaração que “não seria conveniente respondê-las”. A justificativa é que não há um controle sobre os carrinhos.
A assessoria chegou a comentar que alguns deles vão parar em hotéis das redondezas, levados pelos próprios passageiros. Um funcionário do Aeroporto de Congonhas deu uma pequena pista: “Quando aparece algum carrinho quebrado, levamos ao subsolo. Depois de um tempo, a Infraero os leva embora”, conta. O que é feito ao certo com eles depois, não se sabe. “Mas deve ter uns cem carrinhos parados por lá.”
Par ou ímpar? Há uma regra curiosa para se estacionar na Avenida Itaberaba, na Freguesia do Ó, zona norte. De um lado da avenida, é permitido parar apenas nos dias pares.
Do outro lado, apenas nos ímpares. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) explica que a medida acontece para não prejudicar o comércio da região.
“Alternamos os dias para não penalizar ninguém no caso de carga e descarga”, avisa a assessoria da CET. Com isso, os comerciantes dos dois lados da rua podem estacionar em suas portas carros com mercadorias, por exemplo. A CET ainda informou que isso acontece em outras ruas, mas não há um levantamento de quais e quantas são.
Também não se sabe quando começou essa medida. Mas garante: “Isso não gera confusão nos motoristas, porque é bem sinalizado”.
Traçando São Paulo
Wilson Chaves era o verdadeiro nome do ator carioca Wilson Grey (1923-1993). Ele iniciou sua carreira com os filmes ‘Carnaval no Fogo’ (1949) e ‘Hospéde de uma Noite’ (1951). Participou de 195 filmes, novelas e minisséries, o que lhe valeu o título de recordista brasileiro.
Na maior parte das vezes, Grey fez papel de bicheiros, camelôs, malandros, crupiês e meliantes por causa do seu tipo franzino. Na televisão, o ator atuou em programas como ‘Chico City’, ‘Os Trapalhões’, ‘Carga Pesada’ e ‘Plantão de Polícia’, entre outros.
A travessa em sua homenagem fica no bairro de Perus.
Achados Paulistanos Pizzas aromatizadas e coloridas Madeleine; Rua Aspicuelta, 201; Vila Madalena; 2936-0616
Com a consultoria da chef Ana Soares, o bar de jazz criou oito tipos de massas aromatizadas e coloridas: azeite e limão; integral com cerveja; verde às ervas; vinho tinto; tinta de lula; integral ao alecrim; pimenta e erva doce; e açafrão. Com uma ou duas opções de cobertura. De R$ 28 a R$ 45.
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