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Sábado, 24 outubro de 2009   edições anteriores
ECONOMIA
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  Causa do problema será apontada em três meses

LUÍS FELIPE FIGUEIREDO, luis.figueiredo@grupoestado.com.br

A Volkswagen afirma que em até três meses terá concluído um estudo para apontar o que está causando problemas no motor 1.0, que equipa a quinta geração do Gol, além de Fox e Voyage. “Estamos levantando todas as possibilidades”, afirma o gerente executivo de engenharia de motores e transmissão da fabricante, João Alvarez Filho.

Segundo relatos ouvidos pelo JC, há redução precoce do nível do óleo do motor, levando ao surgimento de ruído excessivo e à quebra de componentes.

O coordenador do curso de engenharia mecânica da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Roberto Bortolussi, explica que o óleo baixa quando há vazamentos - percebidos por manchas no chão, por exemplo - ou quando o líquido sobe pelos pistões ou válvulas. “Sem lubrificação vai quebrar mesmo”, afirma Bortolussi.

De acordo com Alvarez, há poucas chances de a origem estar nos canais de óleo no bloco e no cabeçote. “Em análises feitas nos motores que recolhemos, encontramos óleo fora de especificação e até lubrificante para motor diesel sendo usado”, explica Alvarez.

O professor da FEI esclarece que não se trata de situação perigosa, com risco iminente de acidente. “O barulho com a deterioração dos componentes é tão intenso que a pessoa para o carro. É como um aviso antes de quebrar.”

Uma possibilidade levantada para a causa seria a deficiência no tratamento térmico de alguns componentes. O processo serve para aumentar a resistência de peças como o virabrequim, bielas e válvulas e torná-las aptas a suportar a carga intensa no funcionamento do motor. Alvarez descarta essa hipótese. “Peças como o virabrequim são feitas na Alemanha e passam por inspeção lá e aqui. Nos motores avaliados o tratamento estava correto.”



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