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Grávida, advogada foi assassinada com dois tiros
A advogada Patrícia Aggio Longo foi assassinada aos 27 anos, grávida de oito meses, na madrugada do dia 4 de junho de 1998. Levou dois tiros de calibre 380 - um na nuca e um no maxilar. À polícia, o ex-promotor Igor Ferreira da Silva, marido da vítima, afirmou que o casal havia sido assaltado por ladrões, que estariam em uma moto, mas levaram apenas a mulher e o veículo.
Quatro dias depois do assassinato, um homem que cometia assaltos na região foi preso, acusado pelo crime. O homem sempre negou e foi libertado em seguida.
Igor passou a ser suspeito desde que a Procuradoria Geral de Justiça decidiu investigar o caso, poucos dias depois do crime, por causa das várias contradições e do depoimento do vigilante noturno Daniel Francisco de Matos, que disse ter visto o promotor perto do local do crime. Um dos pontos que mais chamaram a atenção dos procuradores foi o fato de Igor dizer que tinha duas pistolas automáticas, uma de 9 milímetros e outra de calibre 380.
No dia 27 de junho de 1998, um laudo indicou que as cápsulas encontradas no carro onde Patrícia estava podem ter saído de arma achada na casa de Igor. Outra contradição: exame do 6 de julho daquele ano aponta que o paletó entregue pelo promotor à polícia não era o mesmo que ele usava no dia do crime. Igor foi denunciado pelo Tribunal de Justiça por homicídio qualificado e aborto no dia 7 de setembro. Ele foi preso, mas libertado no mesmo ano.
Em 18 de abril de 2001, foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo Órgão Especial do TJ, com imposição de perda do cargo.
Estava desaparecido desde então. Foi a primeira vez na história que um promotor foi julgado por homicídio perante o Tribunal de Justiça.
Em 2006, o Órgão Especial do TJ decretou a perda do cargo de promotor. O mandado de prisão do ex-promotor tinha validade até 17 de abril de 2021, quando então prescreveria sua condenação e poderia ficar livre.
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