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Homem morre atropelado em ponto de ônibus
Ele foi atingido por Fiat Stilo, que atropelou outras sete pessoas
Carolina Dall'Olio
Depois de tomar “três chopes”, o comerciante Eduardo Camilo de Moraes, de 28 anos, atropelou na madrugada de ontem oito pessoas que estavam em um ponto de ônibus em frente ao Shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo. O auxiliar de cobrança Benício Francisco de Oliveira, de 54 anos, morreu no local e outras sete pessoas ficaram feridas.
Moraes, que dirigia o carro do pai, saiu ileso do acidente e foi liberado pela polícia depois de prestar depoimento e passar por exame toxicológico. Ele será indiciado por homicídio culposo (sem intenção), lesão corporal e embriaguez ao volante.
Ele disse à polícia que, à 0h20 de ontem dirigia o Fiat Stilo preto pela pista do meio da Avenida Aricanduva a 60 km/h, quando tentou ultrapassar uma van pela direita. Ao ser fechado pela van, teria perdido o controle do carro, que subiu na calçada, atropelou oito pessoas e ainda arrancou um telefone público do chão.
O ponto de ônibus estava lotado. Os funcionários do shopping voltavam para casa, os clientes saíam do cinema, era madrugada de sábado. Moraes não soube dizer ao certo quantas pessoas estavam no local - “umas 30, 40, 50”, relatou no boletim de ocorrência.
O comerciante teve de ser retirado do local porque corria risco de ser linchado. “Ele estava claramente bêbado, sem condições de caminhar, não conseguia nem conversar, sabe?”, disse Nelson Geraldo da Silva, que passava pelo local e ajudou a socorrer um amigo que estava entre as vítimas.
Moraes admitiu ter tomado “três chopes”. Levado para o 66º DP, não queria ceder sangue para o exame toxicológico: disse ter “medo de agulha”. Depois acabou se submetendo ao teste de dosagem alcoólica no Instituto Médico Legal (IML), cujo resultado sai em até 30 dias. Moraes reconheceu que causou uma tragédia e, segundo parentes dos feridos, disse à polícia que está “disposto a amparar financeiramente as vítimas”.
Das pessoas atropeladas, três passam bem e já estão em casa. Outras quatro continuam internadas e devem ser operadas hoje.
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