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Acusado de furtar prova é de família de capoeiristas
Leandro Calixto
Um capoeirista aliou-se a um DJ para tentar fazer dinheiro com o vazamento da prova do Enem. Felipe Pradella, de 32 anos, faz parte de um clã de capoeiristas de Osasco, na Grande São Paulo, e tem o título de mestre da modalidade.
Funcionário de uma empresa que presta serviço para o Connasel, consórcio contratado pelo governo federal para aplicar a prova do Enem, Felipe é o principal suspeito de ter furtado as provas. Foi ele quem ofereceu cópias do exame para dois repórteres de O. Estado de São Paulo na semana passada. O clã Pradella tem ao menos uma academia em Osasco.
“Tudo o que vocês quiserem saber sobre ele tem de falar com os pais e o irmão dele. Não temos nada a ver com isso (a fraude)”, disse uma parente de Felipe, ao telefone. Essa mesma mulher pediu para a reportagem não ligar mais para a residência. “Aqui mora uma tia do Felipe. Trata-se de uma senhora de quase 70 anos que não tem nada a ver com tudo isso. Não queremos saber nada do que está acontecendo com o Felipe”, completou a mulher.
Abordado pelo repórter, um outro parente de Felipe, que também não quis se identificar, fez o mesmo discurso. “A gente não tem nada a declarar sobre esse negócio que estão dizendo que o Felipe fez. Esse é um problema dele”, afirmou. Esses parentes de Felipe moram em uma vila, localizada na região central de Osasco. O endereço consta também como uma associação de capoeira.
Quando ofereceu a cópia da prova do Enem para os repórteres do Grupo Estado em troca de R$ 500 mil, Felipe se apresentou com o nome de Fábio. Com essa mesma identificação, Felipe também teria se apresentado ao seu principal comparsa na fraude, o DJ Gregory Craid, que procurou a Polícia Federal após a publicação da reportagem e foi indiciado. A empresa que faz toda a segurança da Editora Plural, onde as provas do Enem foram impressas, foi trocada há pouco mais de um mês, segundo funcionários.
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