estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Domingo, 20 setembro de 2009   edições anteriores
VARIEDADES
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Em carreira-solo, sem perder as raízes

Érika Martins lança primeiro CD após o fim da banda Penélope, fazendo leitura da carreira

Felipe Branco Cruz, felipe.cruz@grupoestado.com.br

O característico timbre da voz de Érika Martins continua lá. A pegada rock também. Nos primeiros acordes da faixa Sacarina, do primeiro disco-solo da cantora, o ouvinte mais distraído poderá confundi-la com alguma inédita da antiga banda de Érika, Penélope. A dúvida, no entanto, é dissipada logo na faixa seguinte, Lento, versão em português da balada romântica homônima da mexicana Julieta Venegas.

O CD, lançado este mês pela Warner, é uma mistura de ritmos e estilos que permearam toda a carreira da roqueira baiana. “É quase autobiográfico. Achei o trabalho mais bem resolvido do que na Penélope. É bom quando se tem o controle das rédeas. Não preciso ser democrática. Entrou no disco o que eu quis e ficou a minha cara.”

A bossa do álbum leva a assinatura de Luluzinha, aquela das histórias em quadrinhos. Em uma iniciativa da editora Ediouro, a personagem foi relançada em versão adolescente e formato de mangá. Luluzinha é apaixonada por música, mantém na internet um blog sobre o tema e assina o release da cantora. No texto, diz: “Eu tenho uma nova SAQ (Super-Amiga-Querida): a Érika Martins. (...) Não é todo dia que uma cantora tão legal, gata, estilosa, talentosa e cheia de coisas pra dizer vira para mim e pede: ‘Luluzinha, será que você pode ouvir meu primeiro disco-solo (antes de todo mundo!) e escrever um texto?’” Érika confirma a amizade. “A Luluzinha foi uma influência para todas as meninas. Ficamos amigas mesmo”, diz a cantora.

Outra influência de Érika é seu marido, o músico Gabriel Thomaz, vocalista da banda Autoramas. Em parceria com ele, só no álbum, foram gravadas cinco músicas. Uma delas, Canção de Amor, acabou figurando também no repertório de Nada Pode Parar os Autoramas, de 2003. Na versão de Érika, a música ganhou uma roupagem mais pop.

Depois do fim da Penélope, em 2004, Érika não ficou parada. Começou a fazer shows-solo pelo interior do País e realizou participações especiais em discos como Baú do Raul, Álbum Branco e da banda Lafayette e os Tremendões, com canções da Jovem Guarda.

A princípio, o álbum seria produzido por Tom Capone, mas, por conta de sua morte, em 2004, o projeto foi adiado. “Só segui em frente alguns anos depois. Convidei o Miranda e a Constança Scofield (também ex-Penélope) para produzirem o trabalho.”

LANÇAMENTO

Álbum-solo da ex-vocalista da banda Penélope, Érika Martins

Toca Discos
Preço: R$ 35,90



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.