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Empresários já planejam volta ao mercado
Antes da proibição dos bingos, o empresário Jair de Paula era dono de 22 casas de jogo em oito cidades brasileiras, como Curitiba e Porto Alegre, sendo 18 em áreas alugadas e 4 em propriedades próprias. Tinha 12 unidades só na cidade de São Paulo. São dele, por exemplo, os bingos Imperador, na Avenida Sumaré, e Imperatriz, na Rua Estela, no Paraíso (cada um ocupa terreno de cerca de 8 mil m²). Após seus empreendimentos terem se tornado ilegais, abandonou o ramo.
Devolveu 11 dos imóveis alugados e transformou os outros em bufês. “Mas nunca perdi a esperança de voltar ao setor, tanto que mantive intocada a estrutura utilizada para os jogos, como painéis e cartelas, e continuei com a manutenção dos locais”, afirma. “Estou pronto para voltar assim que a Câmara e o Senado aprovarem a medida”, diz. “Pretendo pedir empréstimos para adquirir máquinas, reformar os espaços e contratar os 5 mil funcionários que demiti”, diz.
Segundo a Associação Brasileira de Bingos (Abrabin), a maioria dos investidores pretende, assim como Jair, retornar ao negócio. “Reservei R$ 1,2 milhão para retomar as atividades e conservei a área interna do meu prédio”, conta Olavo Sales da Silveira, presidente do órgão e sócio de um bingo na Rua Augusta. “Consigo abrir as portas no dia que sair a regulamentação.”
Nem todos terão como voltar tão rapidamente. “Muitos tiveram que deixar seus pontos por não terem mais renda para bancar os aluguéis”, afirma Silveira. “Esses preferiram esperar a legalização para, então, captar dinheiro e buscar novos endereços.”
FÓRUM JT > leitor.jt@grupoestado.com.br
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