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Rosenberg é contra
“Por que precisamos de um parceiro se o estádio será construído basicamente com o dinheiro da venda de cativas e camarotes?” Esta é a pergunta que Luís Paulo Rosenberg faz a Andres Sanches para bater o pé e insistir que a melhor opção é reformar o Pacaembu e ficar com ele por 30 anos. Ele é contra a ideia de dividir receitas com empresas.
“O Corinthians não terá parceiros, não dividirá nada. Um clube com essa torcida não precisa”, disse o dirigente corintiano, quando apresentou o projeto Pacaembu na câmara dos vereadores, há menos de dois meses.
“São duas correntes no clube, realmente. Uma defende o Pacaembu e a outra, Itaquera. A torcida, pelo que eu sinto, prefere Itaquera. O Andres também”, comentou Edgar Ortiz, conselheiro que levou o projeto Advento .
O presidente prefere não se expor e não comenta publicamente sua preferência. Ontem, ele não atendeu a reportagem.
O grupo pró-Itaquera argumenta que não é possível levantar o estádio somente vendendo cativas e camarotes. É preciso um aporte inicial, para começar a obra e incentivar as pessoas a comprarem. “Quem vai comprar cativa de um projeto no papel?”, questiona Edgar Ortiz.
E para um clube com dívidas de mais de R$ 100 milhões, não é fácil arrumar empréstimo. Na visita que fez ao BNDES, Juan Quirós ouviu de um dos técnicos do banco que eles não emprestam para clubes de futebol. E a linha de crédito que será criada para a Copa visa auxílio a prefeituras e governos estaduais. Dos 12 estádios definidos, nove são públicos e apenas três privados.
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