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Conduta não é aprovada pela Cúria
Cristiane Bonfim e Marici Capitelli
A Cúria de São Paulo, órgão que administra as igrejas, informa que as paróquias não podem impor os serviços aos noivos. “Nada impede que elas tenham uma lista de sugestões. O padre tem o direito de preferir alguns profissionais, mas não pode obrigar os noivos a terem a mesma opinião nem condicionar a escolha”, afirma o assessor de comunicação da Cúria, padre Juarez Pedro de Castro. Mas ele diz que a instituição não pode interferir nas decisões das paróquias. “Elas são autônomas.”
Para o pároco da Igreja São Carlos Borromeu, no Belém, zona leste, não faltam argumentos que justifiquem a cobrança de taxa extra aos casais que se recusam a escolher as empresas credenciadas.
O padre Eduardo Flauzino Mendes afirma que o cadastramento de empresas pela paróquia “surgiu da necessidade de organizar as cerimônias matrimoniais e evitar problemas como a falta de respeito à celebração.”
Danos
“Tivemos de enfrentar muitas situações complicadas, com pessoas que não respeitam o espaço sagrado, falam palavrões, chegam atrasadas e até bêbadas. Além de atrapalhar a cerimônia, em alguns casos, elas danificavam as instalações”, argumenta.
Com média de 360 casamentos por ano, a paróquia cobra multa de R$ 800 pela contratação de empresas que não são de confiança. Ao ser questionado se a cobrança é justa, ele disse que sim. “É uma taxa proibitiva, que limita a escolha dos noivos, mas os recursos também são utilizados para manter atividades da igreja.”
O padre Mendonça, responsável pela Igreja São Carlos, culpa “os novos tempos” pela cobrança. “Hoje, o casamento perdeu o sentido de sacramento e virou evento social. O correto seria os noivos preferirem a igreja da comunidade em que vivem, mas se querem casar com pompa, as condições são essas.”
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