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E a onda da reciclagem chegou ao guarda-roupa
Evitar o desperdício também nos cabides é o objetivo de projeto inaugurado ontem
Márcio Oyama, marcio.oyama@grupoestado.com.br
A moda reciclada ganha força na cidade. E não se trata daquela iniciativa, já bem batida, de se fazer roupas com materiais ecológicos. A novidade, agora, fica por conta da troca, customização (reforma) e doação de peças, focando o fim do desperdício e a solidariedade. No início do mês, foi aberta, na Vila Madalena, a Super Cool Market, loja que inaugurou o conceito por aqui - lá, o cliente pode levar trajes em bom estado e ganhar 30% do valor estipulado em dinheiro ou 50% em roupas do local. Se o intuito for doação, há um carrinho só para este fim.
Ontem, foi a vez do MorumbiShopping entrar na dança, com o projeto Moda Reciclada, apadrinhado por Alexandre Herchcovitch. Composta por três etapas, a iniciativa receberá, na primeira, doações de roupas até o fim do mês. A ideia é aproveitar a troca de coleção nas lojas para conscientizar os clientes de que, ao comprar uma roupa nova, outra antiga pode ser doada.
Todas as peças recebidas vão para a ONG Florescer, de Paraisópolis, que trabalha com confecção de vestuário a partir de tecidos descartados. Começa então a segunda parte do projeto, encabeçada por Herchcovitch: o estilista escolherá 20 das roupas doadas e as costureiras da ONG farão uma ‘releitura’ de cada uma, sob a tutela do designer. Segundo Kátia Ardito, gerente de marketing do MorumbiShopping, além de estimular a reciclagem fashion, o objetivo é ajudar as participantes da Florescer. “Essas mulheres terão a oportunidade de aprender novas técnicas com um grande estilista e aplicá-las em seu trabalho.”
As costureiras trabalharão em um ateliê de vidro, montado dentro do shopping. Depois, as roupas recriadas ganharão exposição no mesmo local.
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