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População acessa blog do MP para fazer reclamação
Luísa Alcalde
Ônibus superlotados, atrasados e que demoram a passar no ponto estão entre os três primeiros protestos dos paulistanos no Blog do Ônibus. A página na internet foi criada pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público, para acompanhar e fiscalizar a prestação do serviço de transporte público oferecido pela Prefeitura em um inquérito civil, instaurado este ano. Até a última quinta-feira, 12.312 visitantes haviam acessado o blog no endereço: www.onibus.blog.br.
Os que reclamaram, deixaram 50 tipos diferentes de queixas. Motorista que não cumpre itinerário; ou não param no ponto para embarque e desembarque de passageiros; ou conduzem o veículo perigosamente são as que aparecem na quarta, quinta e sexta colocação, segundo levantamento feito pelo Jornal da Tarde.
Poucos ônibus nas linhas, motoristas desrespeitosos e com conduta inadequada, demora nas partidas e alteração de itinerário aparecem em seguida no ranking dos protestos mais frequentes. O blog recebeu, até agora, reclamações contra 137 linhas de ônibus.
A mais problemática indicada pelos passageiros, com 25 queixas, foi a 178L-10, que faz o trajeto Lauzane Paulista-Hospital das Clínicas, ligando a zona norte à zona oeste da capital.
De janeiro a maio deste ano, segundo documentos enviados pela São Paulo Transportes (SPTrans) ao promotor Saad Mazloum, autor da investigação contra a Secretaria Municipal de Transportes e Prefeitura, essa linha teve 40 reclamações de usuários por superlotação e descumprimento de horários. Pela degradação dos serviços prestados à população, a empresa foi multada em R$ 3.553,32.
Na sequência, a linha 342X-10, entre o Conjunto José Bonifácio, na zona leste, e o Largo da Concórdia, na região central, foi apontada por 22 internautas como a segunda pior do sistema.
Dados da SPTrans postados pelo promotor na internet apontam que a companhia foi multada 33 vezes, totalizando R$ 22.380,00. Oficialmente, para a Prefeitura, foram registradas 107 reclamações contra o Consórcio Leste 4, responsável pela linha.
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