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Garçom, vê uma Tubaína bem gelada
O inusitado bar Tubaína, na Consolação, aposta na popular bebida paulista para fazer sucesso
Tatiana Piva, tatiana.piva@grupoestado.com.br
O ambiente lembra a casa da vó. A decoração é composta por sofás, algumas cadeiras de fórmica, fotos em preto e branco, samambaias, armários antigos. A comida é servida em pratos de porcelana com desenhos nostálgicos e em cestinhas de plástico que lembram a padaria do bairro.
A ideia surgiu por acaso. Verónica Goyzueta, 40 anos, jornalista peruana e correspondente internacional, está no Brasil há 17 anos e, com dois amigos, resolveu abrir um bar. Quando estavam decidindo o nome, Danyela Gato, uma de suas sócias, falou de sua intenção em vender Tubaína. A partir daí, surgiu o nome e toda a proposta do bar Tubaína, aberto no bairro da Consolação desde julho. “Escolher o nome de um bar é como escolher o nome de um filho, não é fácil, mas surgiu de uma brincadeira”, diz Verónica.
Foram cerca de quatro anos pesquisando a respeito do refrigerante, buscando fornecedores e perguntando para as pessoas o que a palavra Tubaína refletia em suas memórias. O que eles descobriram foi curioso. Tubaína, para muitas pessoas, é um nome genérico. Elas se lembram da infância, da casa da avó, da família do interior de São Paulo. “Esse lugar resgata a infância, lembro de quando tomava Tubaína no bico quando ia à padaria com meu pai”, diz Caio Augusto Casella, 28 anos, economista, que visitava o lugar pela primeira vez na noite da última terça-feira.
Após registrarem o nome, foi desenvolvido todo o conceito do bar, a decoração, o cardápio e as bebidas que são a grande atração da casa. Ao todo são 13 tipos de rótulos do refrigerante. Os preços variam de R$3,50 a R$10. Há marcas de Rio Preto, Piracicaba e Rio das Pedras, todas do interior de São Paulo.
Sommelier e barman, Januário Galvão, 25 anos, é o chefe de bar da casa e foi quem criou drinques que levam o refrigerante na receita: Mojaína, Cherry Tubaína e Blue Tubaína. “As três a base de Tubaína têm ótima saída, mas a que mais sai é a Mojaína, com rum, hortelã, açúcar, suco de limão e tubaína de limão.”
A chefe de cozinha Sol Caldeiras, 31 anos, também colaborou com o cardápio e, pelo fato de ter nascido em Piracicaba, trouxe a famosa pamonha da cidade, além da coxinha de feijão e os bolinhos de frango de Itapetininga. “Não imaginei que ia ser uma coisa tão original, eu estava me divertindo”, confessou sorrindo.
Ao fazer qualquer pedido, a primeira coisa que chega à mesa do cliente é uma pequena porção de Mandiopã, o salgadinho crocante feito a base de mandioca, famoso na década de 60. Mas a surpresa está na criatividade de todo o cardápio. Tem sanduíche de mortadela com muito queijo, pamonhas fritas e fatiadas com queijo ralado por cima, caldo de feijão e dois pratos da cultura peruana, trazidos pela mãe de Verónica, Mirtha Goyzueta, chefe de cozinha do hotel Ritz Carlton em Orlando. É o Lomo Saltado, fatias de filé mignon, tomate, cebola e batata frita misturada com cebolinha no molho shoyu, arroz e pão (R$23), e o Cebiche, peixe marinado no limão servido com cebola, pimenta, milho, batata doce e uma pitada de coentro (R$27)
As sobremesas não escaparam da proposta nostálgica do bar Tubaína. Pudim de pão com doce de leite e castanha do Pará (R$10), arroz doce (R$10), brigadeiro de Ovomaltine no palito (R$5) e pamonhas em diversas versões (R$13): com sorvete de coco e farofa de paçoca; com melado e uma dose de cachaça e com creme inglês e calda de goiaba.“Adorei a proposta do bar. A decoração e o cardápio são adequados ao nome. É um ambiente super gostoso”, disse a estudante de moda, Luciana Camará, 21 anos.
DIVIRTA-SE
Bar Tubaína Rua Haddock Lobo,74, Consolação.Tel: 3129-4930 Tubaínas de R$ 3,50 a R$10 De terça a sexta, das 18h às 3h. Sábado, a partir das 19h.
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