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Zé do Caixão estreia série de terror pela Internet
‘Corpo Estranho’ é uma produção ‘bem idiota’, que tem também Paulo Cesar Pereio no elenco
Felipe Branco Cruz, felipe.cruz@grupoestado.com.br
Com um elenco tão assustador quanto os mais sinistros filmes de terror, estreia hoje pela internet (www.teatroparaalguem.com.br) a segunda temporada da web série Corpo Estranho (também chamada pelos produtores de ‘miniemsérie’). Com roteiro escrito pelo quadrinista Lourenço Mutarelli, conhecido por seus traços sombrios, o elenco conta com o mestre do terror José Mojica Marins, o Zé do Caixão; Mário Bortolotto e Paulo César Pereio, que no ano passado iniciou uma campanha para a implosão de nada menos do que o Cristo Redentor. “Reunimos quatro dos sete cavaleiros do apocalipse em um só lugar”, diz Mutarelli, que também atua na produção.
O espetáculo faz parte do projeto Teatro Para Alguém, idealizado pela atriz e diretora Renata Jesion. “Somos um grupo de teatro que não encontrava espaço para apresentar nossas peças, por isso resolvemos usar a sala de casa como palco, gravar as apresentações e transmiti-las pela internet”, explica a atriz. Dividido em 20 episódios de 5 a 7 minutos cada, a miniemsérie estreia hoje, às 22h, no site do grupo. Novos capítulos serão exibidos sempre as terças e quintas-feiras.
A trama conta a história de Patricha (Renata Jesion), abandonada pelo marido Roperto (Zemanuel Piñero) que decide rever sua vida. Aconselhada pela amiga Guida, ela cai nas mãos de uma organização secreta e acaba sendo cobaia de um experimento de uma conspiração alienígena. Na peça, José Mojica, vestido de branco, interpreta um sinistro médico responsável pelos procedimentos cirúrgicos. “Costumo dizer que o texto é uma grande besteira, mas é super divertido. Não se trata de um ‘besteirol’, é um ‘idiotol’ mesmo”, diz o autor Mutarelli.
Renata conta que quando leu o roteiro, viu que o personagem do médico seria perfeito para o José Mojica. “Entrei em contato com a assessoria dele e ele aceitou”, diz a atriz, sem revelar o cachê. “Mas foi muito abaixo do que ele merece. Ele fez porque se identificou com o projeto”, completa.
A atriz lembra que o momento mais sensível foi convencer Zé a vestir branco, mas ele logo quebrou o gelo dizendo que já tinha se vestido desta forma para fazer um comercial de uma farmácia. “O Zé foi super disciplinado. Ele chegava na hora e não reclamava. O único problema é que ele fuma três maços de cigarro por dia e queria sair do estúdio para fumar. Disse a ele para fumar no palco mesmo, em cima do corpo do paciente abduzido”, lembra Renata.
Sobre o Zé, a atriz conta outro detalhe. “Ele lê o roteiro e quer gravar logo em seguida. Ele quer fazer tudo em apenas um take. E quase sempre ele consegue.”
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