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Eeeeh, lá em casa...
Lei antifumo, lei seca, lei do psiu, gripe suína.... Chega! Se você não pode ir à noite, a noite vai a você. Músicos levam o jazz, artistas levam o teatro e um bar leva... o bar
GILBERTO AMENDOLA, gilberto.amendola@grupoestado.com.br
É a velha história da montanha indo a Maomé, só que com mais ritmo e improviso. O projeto Jazz Lá Em Casa entrega ao cliente exatamente o que seu próprio nome promete - e pode transformar sua sala, garagem ou puxadinho em um clube intimista ou, como dizem os músicos do gênero, ‘cool!’.
A ideia de levar o jazz para dentro de casa nasceu de uma reunião de amigos. “Eu tenho uma turma que gosta de jazz e também gosta de fazer festinhas. A gente conhecia músicos, os músicos iam para nossas festas e faziam pequenas apresentações. Tinha comidinhas, bebidas... A partir daí, começamos a pensar em eventos mais profissionais,” diz a produtora do Jazz, Thais Roldan, 31 anos.
Assim, Thaís e seus amigos apaixonados por jazz se organizaram em uma espécie de coletivo. Eles levam um clube de jazz para a casa da pessoa. Montam o ambiente com sofás, pufes, um pequeno palco, iluminação e som. “Preparamos comidinhas, caldinhos e petiscos e também levamos bebidas”, fala Thais.
O preço cobrado para levar um clube de jazz para casa é de R$ 35 por pessoa (ele já inclui as comidinhas). O projeto trabalha com um número mínimo de convidados pagantes, que pode ser negociado, mas gira em torno de 20 pessoas. As bebidas são cobradas a parte. “Tenho feito na raça e por paixão, mas estamos atrás de um patrocinador. Por enquanto, tenho tido prejuízo. Mas tudo bem. Faz parte...”, diz a produtora.
Thais tem uma agenda de músicos respeitáveis em seu projeto. Por exemplo, o multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo e o baterista que costuma acompanhar Ed Motta, Vitor Cabral, já fizeram apresentações em residências. “É um privilégio participar deste projeto. Sabe por quê? Por que as pessoas que abrem suas casas para os shows de jazz gostam e entendem de jazz. Normalmente, estão prestando atenção, em silêncio, curtindo. Já cansei de me apresentar em lugares em que você está lá, tocando uma peça como I Love Supreme, do John Coltrane, é fica gente cantando Parabéns à Você”, diz Cabral.
Quem já abriu a casa para o projeto não se arrependeu. “Lá em casa foi jazz na laje. A noite estava gostosa, foi um sucesso. Embora tenha sido ao ar livre, o evento aconteceu na casa inteira”, fala a psicóloga Carolina Araújo.
Para a produtora Thaís, uma das grandes vantagens do projeto é facilitar a vida de quem gosta de música. “Em casa, as pessoas ficam mais relaxadas. Não tem lei seca, não tem lei antifumo, lei do psiu...”.
DIVIRTA-SE
Quem quiser levar o clube de jazz para casa deve entrar em contato com a produtora Thais Roldan pelo e-mail: jazzlaemcasa@gmail.com Preço: R$ 35 por pessoa Duração: de 2h a 2h30
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