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Quarta-feira, 29 julho de 2009   edições anteriores
OPINIÃO
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  Cartas

SARNEY

Uriel Villas Boas
SANTOS - SP


A pressão para que o presidente do Senado, José Sarney (foto), renuncie ao seu cargo aumenta a cada nova acusação: “Nota do PT é de ‘1 ou 2’, diz Múcio” (Política, 28/7, pág. 9A). Todavia, será que algo vai mudar com a renúncia? Claro, tudo leva a crer que Sarney tem culpa no cartório, mas a punição não deve se limitar apenas à perda de um cargo. O fato é que, até agora, apesar do afastamento de alguns políticos apontados como corruptos, esse mal ainda não foi extinto.

MAROLINHA

Benone Augusto de Paiva
CAPITAL


Os sinais dos impactos da crise econômica no Brasil, ao contrário do que afirmou o presidente Lula, estão mais fortes do que uma simples marolinha. Após nove anos seguidos de superávit, a balança comercial entre os Estados Unidos e o Brasil prevê um déficit de US$ 2,5 bilhões. As perspectivas não estão boas para o Brasil. Como se os efeitos da crise não fossem graves o suficiente, ainda temos que enfrentar uma crise no Senado. Assim como na economia, os sinais não são bons, e não vemos perspectiva de diminuição da corrupção que tanto assola o nosso país.

SAÚDE

Cynthia Libutti Maciel Brabo
SANTOS - SP


A população pode voltar a pagar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) se passar a ter um ótimo atendimento médico-hospitalar. Se formos atendidos nos moldes dos hospitais em que os políticos o são, a contribuição valerá a pena. O que não queremos é continuar a ver as notícias ruins sobre a saúde pública. Se perante a lei todos são iguais, por qual motivo a sociedade tem outro padrão de saúde se comparado ao dos políticos? O dinheiro dos cofres públicos é do povo e ele deve ser gasto em seu benefício. Por favor, senhores políticos, não confundam público com privado.

Perante a lei todos são iguais?

Karin Beeler
VALINHOS - SP


Será que a nefasta imunidade parlamentar transforma os políticos em pessoas incomuns, pessoas que podem fazer qualquer coisa porque nada é caracterizado como crime? A impunidade, a falta de transparência e os atos secretos são crimes gravíssimos. O dinheiro que é desviado por políticos corruptos deveria ser investido saúde, educação e segurança pública. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda tenta defender José Sarney, afirmando que empregar um parente em um cargo público não é tão grave quanto roubar e matar: “Lula defende Sarney e vira alvo” (Política, 24/7, pág. 10A). Sarney é um criminoso como qualquer outro. O nosso presidente ou está sendo ingênuo ao proteger o senador ou está sendo cúmplice.

SUZANE

Antonio Machado Filho
CAPITAL


Foi vergonhoso o pronunciamento do promotor Paulo José de Palma ao se referir ao regime semiaberto como uma “promoção prisional”. Suzane von Richthofen pode ter um comportamento exemplar na prisão, mas isso é apenas a sua obrigação. Nossa Justiça, ao pensar em oferecer esse benefício a quem cometeu um crime hediondo, apenas incentiva a prática de mais atos pecaminosos.

CORREÇÃO

Diferentemente do publicado no artigo “Vale-cultura, um arremedo de solução” (Opinião, 28/7, pág. 2A), André Aron não é mestre nem doutorando pela PUC, mas, sim, advogado especialista em direito cível.

FÓRUM JT >leitor.jt@grupoestado.com.br

A partir do dia 7 entra em vigor a Lei Antifumo. Para promovê-la, o governo José Serra vai distribuir 810 mil brindes, de pen drives a lixinhos de veículos (pág. 9A). Você é favorável a distribuição desses brindes? Mande sua opinião ao ‘JT’



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