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Controle de remédio preocupa
Fabiane Leite, Vitor Sorano e Emílio Sant’anna
As limitações dos estoques e do acesso ao medicamento oseltamivir (Tamiflu), usado no tratamento da gripe suína, em hospitais preocupam especialistas. No Brasil, a droga só é adquirida pelo governo federal e o protocolo de tratamento determina que ela deve ser dada em casos graves e em até 48 horas após o início dos sintomas da nova gripe. Mas, há sinais de dificuldades logísticas que ameaçam o abastecimento.
O epidemiologista Roberto Fizsman da Universidade Federal do Rio de Janeiro, relata que há uma semana o Rio dispunha de 40 tratamentos contra a gripe. O hospital da universidade, o Clementino Fraga, agora envia uma planilha diária de medicamentos usados no dia anterior para receber mais.
“O medicamento não falta, mas já tivemos de tomar atitudes heroicas para garantir abastecimento, como esperar uma tarde inteira para obter uma caixa”, relata.
Em Diadema (SP), onde morreu uma menina de 1 ano e 6 meses no sábado, a secretária da Saúde Aparecida Pimenta diz que não recebeu o remédio. Mas, afirma, a vinda da droga não seria necessária porque, caso o diagnóstico de gripe tivesse sido confirmado antes da morte, o bebê seria transferido para o hospital estadual Mário Covas, em Santo André, que tem o remédio. A criança morreu após passar por três serviços. A Secretaria Estadual da Saúde, que canaliza remédios enviados pelo ministério, diz que a secretaria municipal deve solicitar as drogas.
Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, a demanda dos Estados é atendida à medida em que o governo é acionado. Mas, ele não descarta a possibilidade de que ocorram problemas. “Mas posso garantir que existe um esforço muito grande para que eles cheguem.”
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