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'Comparação é impossível', diz secretaria
A Secretaria Municipal da Educação diz ser “impossível” comparar os gastos da Prefeitura e do Estado com merenda escolar. Segundo a pasta, lanches e refeições servidos aos alunos das creches e das escolas de ensino infantil (Emeis) - cerca de 450 mil crianças, de pouco mais de 1,1 milhão sob responsabilidade do Município - custam mais caro do que a alimentação entregue aos estudantes mais velhos, do ensino fundamental.
Nas creches, o período letivo é de dez horas diárias. Cada criança, segundo a secretaria, faz cinco refeições diárias. Nas Emeis, que recebem alunos com idades entre 3 e 5 anos, a quantidade de refeições varia de acordo com o período letivo - de 4, 6 e 8 horas.
Em algumas unidades, onde não há espaço para preparar merenda ou refeitórios estão em reforma, é servida a chamada merenda seca (como biscoito e barra de cereais) - segundo a Prefeitura, mais cara que a alimentação comum.
A secretaria não explicou os motivos de gastar por ano mais do que o dobro do Estado para adquirir merenda de empresas terceirizadas.
Apesar do valor discrepante, a administração Kassab defende a terceirização como melhor modelo. “As informações de pais, professores e alunos apontam que a qualidade da merenda é satisfatória”, disse o prefeito Gilberto Kassab, no dia seguinte à divulgação de que o Ministério Público Estadual (MPE) investigava suposto esquema de cartel e corrupção na contratação das empresas. Mesmo diante da desaprovação do MPE, o secretario Alexandre Schneider lançou em junho novo edital para fornecimento de merenda.
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