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Aliado acusa governadora tucana no RS
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), foi alvo de novas denúncias - uso de caixa 2 na campanha de 2006, desvio de recursos para pagar imóvel e distribuição de propina à própria Yeda. Apesar de semelhantes às anteriores, as acusações partiram de aliado de campanha, o empresário Lair Ferst, réu da Operação Rodin, que apontou fraude de R$ 44 milhões no Detran gaúcho.
As acusações foram feitas numa correspondência enviada por Ferst ao Ministério Público Federal e publicadas pelo jornal Zero Hora. No texto, Ferst diz que diversas empresas das áreas de alimentação, tabaco e construção fizeram doações sem recibo à campanha, num total próximo de R$ 2 milhões. Também narra a existência de contratos subfaturados com empresas e superfaturados com fornecedores de serviços.
Ele relata que a casa que a governadora e seu marido Carlos Crusius compraram em dezembro de 2006 custou R$ 1 milhão, com R$ 250 mil pagos em dinheiro vivo, por fora. Ferst alega também ter ouvido de Yeda que R$ 50 mil por mês de propina para manter o desvio de verba do Detran era pouco.
Yeda nega; em nota, fala da “obrigação de responsabilizar os que na ânsia de atacar e agredir afrontam a verdade e violentam a imagem de pessoas e instituições”.
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