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Comparsa deu cobertura, afirma vítima
Quando e onde você foi assaltada?
Foi em abril deste ano. Sou do interior de São Paulo e duas vezes por semana faço um curso na Avenida Paulista. Em um dia desses, às 22h30, saí do prédio falando ao celular com meu namorado e caminhava para o estacionamento, que fica na esquina da Paulista com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Como foi abordada?
Não houve abordagem. Caminhava distraída, quando um rapaz de bicicleta passou correndo ao meu lado e pegou o celular. Ele veio pelas minhas costas. São alguns segundos de distração e pronto. Não fui agredida e só percebi que era um assalto depois de alguns minutos.
Você chegou a registrar o boletim de ocorrência?
Sim. Fiz um boletim de ocorrência eletrônico (pelo site da polícia), cancelei os dois chips do aparelho, mas não o recuperei.
Como era o criminoso?
Parecia jovem e bem alto. Não estava sozinho. Um comparsa, também em uma bicicleta, ficou da rua olhando tudo.
Conhece outras vítimas dos criminosos em bicicletas?
Sim. No mesmo dia em que fui assaltada, uma colega de sala do curso também foi roubada. Ela me contou que estava na porta do prédio digitando uma mensagem no celular para o namorado, quando foi atacada. Acredito que tenha sido a mesma dupla que me roubou alguns metros depois, na calçada da Paulista.
Lembro que fui pedir ajuda em uma banca de jornais e um senhor que passeava com os cães me disse que toda noite via alguém sendo roubado por ali.
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