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Um time Todo Poderoso
Após amargar a Série B em 2008, Timão voltou este ano mais forte ainda e já beliscou dois títulos
Marcel Rizzo, marcel.rizzo@grupoestado.com.br
Porto Alegre - Se em 2008 o Coringão voltou à Série A, em 2009 o Todo Poderoso voltou. Após ganhar de forma invicta o Paulistão, ontem o Corinthians empatou com o Inter dentro do Beira-Rio, 2 a 2, e levou a Copa do Brasil, pouco mais de um ano depois de perder a decisão da mesma competição para o Sport.
Aos 28 minutos do primeiro tempo, o placar estava construído e a torcida corintiana, atrás do gol defendido por Felipe, gritava “É campeão” - com dois gols marcados fora de casa, depois dos 2 a 0 em São Paulo, o Timão precisava levar cinco para perder a taça. Foi o tricampeonato do torneio - antes havia levantado a taça em 1995 e 2002, também fora de casa. A primeira em Porto Alegre, contra o Grêmio, e a segunda no Distrito Federal, diante do Brasiliense.
O objetivo do ano foi alcançado em apenas seis meses de trabalho: a vaga na Libertadores de 2010, ano do centenário. O próximo passo é a América, obsessão de dez entre dez corintianos e que se conquistado fecharia o ciclo que começou em dezembro de 2007, ano do fatídico rebaixamento.
Palmas para Mano Menezes, que montou o time mais competitivo do Brasil. A prova disso foi dada em Porto Alegre, contra o badalado Inter, que era considerado desde janeiro o melhor elenco do futebol brasileiro. Elenco que se rendeu às defesas de Felipe, à precisão de André Santos, que cruzou para o pequenino Jorge Henrique, de 1,69 m, abrir a contagem de cabeça - foi seu quarto gol no ano, o quarto de cabeça. Como menosprezar um time assim, que vai ao caldeirão infernal colorado e em 28 minutos liquida a fatura -a diretoria do Inter publicou nos principais jornais gaúchos anúncios que o Beira-Rio seria o inferno.
“A torcida merece. Acreditou no trabalho e consegui corresponder. É o dia mais feliz, com certeza”, disse Jorge Henrique.
Palmas para Alessandro, o incansável pulmão, que de rejeitado por clubes como Santos e Grêmio, se transformou hoje no principal lateral-direito do futebol brasileiro, segundo Mano. À dupla de zaga, chamada de velha e lenta, palmas por neutralizar o melhor ataque do Brasil no primeiro tempo. Para Cristian e Elias, volantes de marcação e de armação - alguém lembra de um primeiro volante como Cristian, que cobra falta e bate escanteio? - salvas por brecar o habilidoso, e marrento, D’Alessandro - expulso no segundo tempo, o camisa 10 colorado tentou agredir o zagueiro corintiano William.
Para Douglas e Dentinho, apagados, lembranças de momentos melhores. E Ronaldo? A rede não balançou para ele, mas um passe de quem sabe muito para André Santos definiu o título.
“É campeão, é campeão. Todo título é importante. Estamos com a torcida, com todos. É campeão”, cravou Mano Menezes.
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