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Buenos Aires: estado de emergência
A capital argentina e a Província de Buenos Aires - que juntas reúnem metade da população do país - entraram ontem à noite em estado de emergência sanitária para combater a gripe suína. As medidas anunciadas pelas autoridades sanitárias implicarão aumento do pessoal médico para atendimento dos casos nos hospitais públicos, além da ampliação do período das férias escolares. As autoridades também recomendaram autoisolamento, como forma de evitar contágio. Até ontem à noite, haviam sido registradas 1.587 pessoas contagiadas. O número de mortes chegava a 36.
No Brasil, o Ministério da Saúde, preocupado com as taxas de mortalidade da doença acima do normal na Argentina, encaminhou à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) um pedido de informações sobre a epidemia no país vizinho. O governo vai recomendar que pacientes com quadro mais grave de gripe - mesmo aqueles que não vieram do exterior - passem a ser submetidos a testes para detecção do H1N1.
As taxas de mortalidade da gripe suína na Argentina são atualmente de 1,64% - um índice bem acima do mundial, que é de 0,4%. O porcentual preocupa por causa da proximidade e do grande trânsito entre os dois países.
A Argentina já é o principal local de provável infecção dos casos importados da gripe suína no Brasil. Dos 680 pacientes confirmados, 235 haviam visitado recentemente aquele país. Em seguida, EUA, com 81 casos, e Chile, com 33.
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