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Usuários planejam volta ao carro
A restrição aos ônibus fretados desagradou os passageiros. Muitos já pensam em tirar o carro da garagem, como o bancário Altair Barbosa, de 27 anos. Ele mora em Guarulhos, na Grande SP, e trabalha na região da Avenida Paulista. “Essa medida é mal planejada porque vai gerar mais congestionamentos e poluição”, diz ele.
De carro ou de fretado, o tempo gasto no percurso entre a casa de Barbosa e o trabalho, é o mesmo: uma hora e meia. A despesa com o automóvel é R$ 400 mensais, mais que o dobro da mensalidade do fretado, de R$ 180. “O preço dos estacionamentos na região da Paulista é bem alto”, afirma.
O analista de sistemas Ricardo Gouveia Mendonça, de 34 anos, também deve voltar a utilizar seu carro. Ele mora em Osasco e há dois anos usa o fretado para chegar à região da Paulista, onde trabalha. Pelo fretado, paga R$ 200 e leva cerca de uma hora no trajeto casa-trabalho, o mesmo tempo de percurso de carro. “O transporte público é muito cheio. No fretado, venho lendo, conversando, dormindo.”
Já os moradores das ruas utilizadas como rotas ou estacionamentos para os fretados comemoram a medida. “Eles param em qualquer lugar de acordo com a conveniência do passageiro. Não importa se é Zona Azul ou na garagem dos condomínios”, reclama Célia Marcondes, presidente da Associação dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César.
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