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'Não aguento mais, todo dia tem uma encrenca'
Luísa Alcalde
O vendedor Paulo Vieira dos Anjos, de 39 anos, estava impaciente ao volante do Corsa que dirigia na tarde de ontem. Por volta das 16 horas, ele era um dos primeiros motoristas que aguardavam parados para seguir viagem rumo ao interior no cordão de isolamento da pista local da Marginal do Tietê, logo que a via foi interditada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para que bombeiros e Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) pudessem trabalhar no estancamento de gás, que vazava após ruptura de uma tubulação.
Quem pegou um dos desvios indicados pela CET também teve de ter paciência. As ruas e avenidas paralelas à Marginal do Tietê, como Balsa, Leo Ribeiro de Moraes e Avenida Edgar Facó, ficaram sobrecarregadas e por lá não se andava. “Não dá para acreditar que a semana já começou desse jeito”, reclamava a advogada Márcia Papalouros, de 27 anos. Algumas entradas da Marginal do Tietê, como a Avenida Celestino Bourroul, também ficaram congestionadas, por volta das 17 horas.
O reflexo no trânsito local podia ser sentido ainda na Avenida Nossa Senhora do Ó, onde motoristas tentavam avançar com os carros, sem sucesso. “Estou ouvindo aqui na rádio que teve um problema em uma obra na marginal. Foi isso mesmo?”, queria saber o taxista Murilo Rodrigues, de 57 anos.
“Não aguento mais isso. Todo o dia tem uma encrenca”, esbravejava a professora Aida Martins Lopes, de 38 anos, a bordo de um Gol. “Moro na Freguesia e tenho de ficar inventando caminhos e saídas quase todos os dias para não ficar parada no trânsito. Minha criatividade não é tão grande assim”, brincou ela.
O reflexo no tráfego ultrapassou a Marginal do Tietê e congestionou as Avenidas Marques de São Vicente e Ermano Marchetti, além de ter complicado o tráfego nas Rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra.
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