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Construtora na mira da PF
Além dos R$ 5,8 milhões em doações oficiais, a Camargo Corrêa é acusada de fazer repasses “por fora” a partidos e políticos em esquema envolvendo diretores da construtora e doleiros. Grampos telefônicos da Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Federal em março, revelam que executivos da empreiteira estariam ligados a fraude em licitações, superfaturamento de obras públicas e desvio de dinheiro a paraísos fiscais. A investigação aponta evasão de R$ 20 milhões. Construtora e diretores negam as acusações.
Quatro das dez pessoas presas pela PF à época são executivos da empreiteira. Desde a última semana, eles são réus em ação penal na Justiça Federal por suposto envolvimento em remessas de valores para paraísos fiscais, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e formação de quadrilha.
Entre eles está o engenheiro Raggi Badra Neto, diretor de licitações da Camargo que esteve em março na comitiva de empresários que acompanhou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) em missão oficial ao Líbano. Segundo a assessoria de Kassab, Badra Neto viajou a convite da Câmara de Comércio Brasil-Líbano. Segundo a PF, era Badra Neto quem tinha contato com o doleiro Kurt Pickel, acusado de ser responsável pela evasão.
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