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Ato secreto na origem do submundo
O submundo do crédito consignado no Senado se formou nos últimos anos por meio de atos secretos e boletins públicos que passaram despercebidos. Em janeiro de 2004, um ato, mantido sob sigilo na ocasião, deu a Carla Santana de Oliveira Zoghbi acesso à folha de pagamento dos 81 senadores e de cerca de 8 mil servidores.
Por esse banco de dados, Carla acompanhou de perto os repasses do Senado a bancos conveniados dos valores dos empréstimos descontados em folha. Na época, ela era nora de João Carlos Zoghbi, então diretor de Recursos Humanos. Foi casada com seu filho, Ricardo, que trabalhou na Casa até outubro.
O ato que deu o privilégio para acessar a folha foi assinado pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia. Oficialmente, Carla participou de uma comissão para analisar o banco de dados de pagamentos da Casa. Também foi secreta sua nomeação para trabalhar no Senado como funcionária de confiança.
Foi o senador Romeu Tuma (PTB-SP), então primeiro-secretário em 2003, que deu plenos poderes para Zoghbi controlar os contratos com os bancos que operam empréstimos consignados.
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