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Impacto causou morte no Airbus
Atestados de 3 vítimas já identificadas apontam lesões raumáticas como motivo da morte
Angela Lacerda, Recife
Politraumatismo foi a causa da morte de três das 50 vítimas do voo 447 da Air France, desaparecido na noite do dia 31 de maio com 228 pessoas a bordo, que tiveram seus corpos resgatados na operação de buscas. Isso significa que as três vítimas, uma mulher e dois homens, todos brasileiros, sofreram lesões traumáticas provocadas por forte impacto.
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A informação foi dada ontem pelo médico José Calvo, chefe da equipe da empresa paulista Aespe (Atendimento Especial ao Esquife), contratada por uma seguradora da Air France para o embalsamamento dos corpos. O trabalho está sendo realizado no Cemitério e Funerária Morada da Paz, no município de Paulista.
'Todos estão diagnosticados, têm uma causa de morte bem definida', afirmou o médico, com base no trabalho dos legistas da Polícia Federal e policias civis de Pernambuco e Paraíba, que integram a força-tarefa responsável pelas necropsias, que são realizadas no Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife. “As lesões compatíveis com a causa da morte foram muito bem documentadas, radiografadas, com técnica considerada adequada, e constam de laudo necroscópico, certidão de óbito e atestado de óbito”, disse.
A força-tarefa só irá se pronunciar sobre as causas dos óbitos ao término das necropsias nos 50 corpos resgatados, o que pode ocorrer até o final deste mês. O 50º e último corpo resgatado chegou a Recife ontem.
Calvo destacou, em entrevista, que não se pode deduzir a causa do acidente a partir da causa da morte destas três vítimas. Elas integram as 11 primeiras identificadas pela força-tarefa. No total, são dez brasileiros e um estrangeiro. As famílias não autorizaram a divulgação dos nomes.
Os corpos são encaminhados ao Morada da Paz quando liberados do IML, mediante assinatura de atestado de óbito por familiares ou seus representantes legais. Até o final da tarde de ontem, nenhum outro dos corpos identificados havia chegado para embalsamamento no local.
Os familiares dos brasileiros identificados foram comunicados individualmente, em visitas realizadas pelos superintendentes regionais da Polícia Federal. A identificação da vítima estrangeira foi comunicada à embaixada do seu país pela Polícia Federal. Segundo o governo, ninguém será informado por e-mail ou telefone. As famílias dos estrangeiros serão contatadas pela Interpol.
Cemitério
Parentes de uma das vítimas estiveram ontem no Cemitério Morada da Paz. Um deles, da área médica, quis ver o corpo, mesmo tendo conhecimento do seu estado. Ele se mostrou visivelmente abatido depois de realizada sua vontade. Até a tarde, três corpos estavam passando pelo processo de embalsamamento. Eles chegaram anteontem do IML. O ritmo lento se deve ao alto grau de decomposição, segundo José Calvo.
A equipe da Aespe, com atuação em outros acidentes aéreos, como o da TAM, em Congonhas, 2007, é formada por oito pessoas - Calvo e sete técnicos em embalsamamento. Outros cinco técnicos do Morada da Paz auxiliam os paulistas.
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