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Quem vem da Argentina e Chile tem de fazer declaração
Luisa Alcalde e Humberto Maia Junior
O aumento de casos de gripe suína em países do Mercosul, especialmente Chile e Argentina, fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciasse ontem novas medidas para reforçar a vigilância em portos e aeroportos brasileiros.
Agora, a declaração de saúde do viajante (DSV) vindo desses países torna-se obrigatória para a entrada no País. O formulário será distribuído no meio de transporte e deverá ser apresentado por todos os passageiros.
As companhias aéreas serão obrigadas a fornecer a lista de passageiros junto com a declaração no desembarque.
O objetivo é monitorar de forma mais rápida a situação de saúde de quem entra no País. Nos últimos dias, além dos EUA, a Argentina passou a figurar como o local onde ocorre o maior número de contaminações de brasileiros. A expectativa é de que, com a redução da temperatura, o número de casos importados aumente.
A pedagoga Fernanda, que pediu para não ter o sobrenome revelado, ia esquiar no Chile em julho com o marido e os dois filhos, mas mudou de ideia após ver no site do Ministério da Saúde daquele país que havia 2.800 pessoas infectadas.“Fiquei receosa porque no inverno a tendência é as pessoas ficaram confinadas”, disse.
No domingo, a Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto (SP), confirmou mais um caso de uma pessoa que contraiu o vírus na Argentina e pegou um ônibus em São Paulo para a cidade.
O paciente é um homem de 22 anos. Dos 11 passageiros que sentavam perto dele, cinco estão sendo monitorados e, até agora, não apresentaram sintomas. Os outros seis não foram encontrados.
No começo do mês, uma mulher contraiu a gripe quando esteve no Chile e na Argentina. Ela pegou um ônibus na capital para São José do Rio Preto. De 10 pessoas que sentaram perto dela, seis foram monitorados e não apresentaram sintomas.
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