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Terça-feira, 23 junho de 2009   edições anteriores
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  Casos de gripe suína dobram

Em 4 dias, registro da doença foi de 55 para 110 no Estado de São Paulo. Inverno piora a situação

Luisa Alcalde e Humberto Maia Junior

De sexta-feira até ontem, dobrou no Estado de São Paulo o número de casos de pessoas infectadas pelo vírus H1N1 que provoca a Influenza A - a gripe suína. Segundo balanço do Ministério da Saúde, o aumento foi de 55 para 110. No País, já foram registrados 240 casos desde o final de abril. Segundo os boletins do ministério, a doença aumentou no Estado de forma constante de sexta-feira para cá. De 55, subiu para 80 no sábado, 95 domingo até chegar a 110 ontem.

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link OMS alerta que o Brasildeve ter aumento da doença

No Estado, três escolas da capital e uma universidade do interior decidiram antecipar férias nos últimos quatro dias, após a confirmação de oito casos envolvendo alunos. A primeira foi a Pueri Domus, zona sul, que na sexta-feira adiantou o início das férias em uma semana. Até sexta, a escola tinha dois casos de gripe confirmados, o terceiro foi confirmado ontem. No sábado, o Colégio Magno fez o mesmo, com dois casos confirmados da doença, também antecipou as férias.

Ontem, o Colégio Palmares, em Pinheiros, na zona oeste, encerrou as aulas oito dias antes do previsto. Os pais foram comunicados pela direção da escola (que tem 1,2 mil alunos matriculados) por meio de e-mail. Um menino de 12 anos, aluno da 8º série do ensino fundamental da manhã, passou a apresentar sintomas de gripe, como febre alta na última sexta-feira. Ele esteve com a família na Argentina. A doença foi confirmada ontem no Emílio Ribas.

Em Assis, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) suspendeu as aulas após a confirmação de dois casos entre alunos. A instituição não deu detalhes sobre o estado dos pacientes. Fora do Estado de São Paulo, uma escola de Porto Alegre suspendeu as aulas por uma semana após a confirmação de um caso e, em Belo Horizonte, alunos de uma turma com dois casos suspeitos foram orientados a ficar em casa.

Aumento previsto

Especialistas dizem que o aumento no número de casos era esperado, já que no inverno aumentam as doenças respiratórias. “Já prevíamos esse aumento (do número de casos)”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Juvencio Furtado. “No inverno as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados e pouco ventilados.”

Segundo ele, outro motivo que aumenta a incidência da doença é que, quando o tempo está seco, as gotículas de saliva que saem da boca vão mais longe do que num dia com maior umidade.

David Uip, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que centraliza o atendimento aos infectados pelo vírus na capital, cita um segundo motivo para o aumento: o feriado de Corpus Christi (dia 11), quando muitas pessoas viajaram para países onde a incidência do vírus é grande. “Vários dos casos notificados vieram da Argentina.”

De acordo com o ministério, dos 159 casos analisados (do total de 240), 129 foram contraídos em outros países. Em quase metade (64), as pessoas foram infectadas na Argentina. Em seguida, aparecem Estados Unidos (45) e Chile (7), Canadá (6) e México (3).

Para Juvencio Furtado, os casos devem aumentar quando a transmissão da doença se tornar independente de viagens para outros países. “Certamente num determinado momento (a doença) vai escapar ao controle e haverá casos sem vínculo com viajantes”, afirmou. “Por isso, temos de manter o vírus sob controle.”

No Brasil, não há registro de morte por gripe suína. Embora não haja motivos para alarde, a doença deve ser controlada porque não se sabe o comportamento do vírus. Segundo os infectologistas, com o passar do tempo, o H1N1 pode se tornar mais letal. Atualmente, a taxa de mortalidade da gripe suína é semelhante à da gripe sazonal, ou 0,5%.No início da epidemia no México a letalidade chegou a 15%.



DÚVIDAS

Quais os sintomas da nova gripe?


Febre acima de 37,5ºC, tosse ou dor de garganta acompanhadas ou não de dores de cabeça, musculares, nas articulações e dificuldade respiratória, por um período de até dez dias após sair de país afetado pelo vírus A(H1N1) ou ter histórico de contato com um caso suspeito nos últimos dez dias. Lista de países afetados está em www.saude.gov.br

O que fazer se houver suspeita de contaminação?

Busque um serviço de saúde. Há hospitais de referência em todos os Estados do País. Cubra sempre a boca e o nariz ao tossir e espirrar e lave bem as mãos. Somente os casos graves são internados

Deve-se evitar viajar para países que tenham casos?

Até o momento não há orientação para evitar viagens

Em quanto tempo, após a transmissão, os sintomas aparecem?

Entre 3 e 7 dias após contato com o vírus A(H1N1). A transmissão ocorre, principalmente, em locais fechados

Como é feito o diagnóstico?

Uma amostra de secreção respiratória é retirada do paciente e testada com kits enviados ao Brasil pela OMS

Como é o tratamento?

É feito com os medicamentos oseltamivir (Tamiflu) e o zanamivir (Relenza). Só podem ser prescritos por médico

As escolas devem fechar se houver casos entre alunos?

A recomendação tem sido suspender temporariamente as aulas porque a transmissão pode ser facilitada entre crianças


Hospitais referência na capital

HC - (11) 3069-6405

Emílio Ribas - (11) 3896-1200

Hospital São Paulo -

(11) 5576-4000

Hospital do Grajaú -

(11) 3544-9444

Centro de Referência e

Tratamento de Aids -

(11) 5087- 9836

Informações: 0800-611997



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