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'Novela' já dura uma década
Roberto Fonseca
O local foi alvo de investigação do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Município há quase uma década, desde que a ex-primeira-dama Nicéa Pitta denunciou fraude na arrecadação. Mas, até hoje, apesar das recomendações, o estacionamento do Anhembi ainda não tem controle de acesso totalmente automatizado. A atual administração alega isso ocorrerá em, no máximo, cinco dias (leia abaixo).
O processo de contratação da empresa responsável pelo serviço, porém, se arrasta desde 2006, quando a SPTuris, empresa pública que administra o Anhembi e gerencia o turismo da capital, fez licitação vencida pela Ansett, que receberia R$ 3,4 milhões pela obra. A firma, porém, não concluiu o serviço, teve o contrato rescindido e foi declarada inidônea pelo município. Novo contrato, de R$ 5,8 milhões, foi feito com a Plantech em março de 2008. O prazo de conclusão era julho de 2008, mas, até agora, a obra não foi acabada.
Atualmente, a entrada principal do estacionamento, chamada de P38, é automatizada. Ainda há, porém, outros acessos com controle mecânico. O TCM questiona, há anos, a eficiência desse sistema, alegando que ele dá brecha para fraudes. No Anhembi, ocorrem eventos de grande fluxo de pessoas, como feiras e shows.
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