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Advogados criticam método 'absurdo'
Advogados eleitorais reagiram com indignação às representações ajuizadas pelas procuradorias em todo o País. Para eles, há equívoco na abertura de dados fiscais de todos doadores de campanha de 2006. “Jogar a rede e o que cair é peixe é um método absurdo”, diz o especialista em legislação eleitoral Ricardo Penteado.
Segundo ele, o resultado final do volume de representações é “demonização” de doadores. Penteado se diz contra o financiamento público de campanha, mas defende existência de um teto de doação igual para todos. “Nesse caso (de quebra de sigilo) o que acontece? O sujeito é exposto, de forma indiscriminada.”
O advogado eleitoral Hélio Silveira, que defende várias empresas representadas pelo Ministério Público, vê arbitrariedade. Para ele, há casos em que o cruzamento feito pelo TSE e Receita acabou criando “situações absurdas”. Já o especialista Alberto Rollo diz que o cerco às doações está cada vez mais estreito: “O doador já não consegue fazer a contribuição por dentro nem por caixa 2.”
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