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Airbus já tinha 'batido'
DANIEL GONZALES, daniel.gonzales@grupoestado.com.br
O Airbus A330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico no fim da noite de domingo já havia passado por outro acidente, em 17 de agosto de 2006, quando tinha apenas 1 ano e 5 meses de uso.
Foi uma ocorrência em solo, registrada no Aeroporto Charles de Gaulle, em Roissy, perto de Paris. Na manhã daquele dia, o A330 de matrícula F-GZCP, o mesmo que caiu depois de decolar do Rio, taxiava para levantar voo em direção a Ouagadougou, em Burkina Faso, na África, quando bateu em outra aeronave da Air France, um Airbus A321, de prefixo F-GTAM, que também taxiava para seguir em direção a Roma, na Itália.
As duas aeronaves envolvidas no acidente ficaram danificadas - o A321 na cauda e o A330 na asa direita. Não houve feridos e os relatórios apontam para danos leves em ambas as aeronaves. Os dois aviões foram consertados e, poucos dias depois, voltaram ao serviço normal.
Especialistas praticamente descartam que algum dano estrutural remanescente desse incidente possa ter levado à queda do F-GZCP nesta semana ao sobrevoar o Oceano Atlântico.
“Quando ocorre isso, a parte interna da aeronave é toda desmontada e as peças são analisadas com raio-x e líquido especial, que mostra onde estão as mínimas rachaduras”, diz o comandante Matheus Denofrio. “Não é impossível (o dano estrutural), mas bem improvável”, concorda Carlos Camacho, especialista em segurança de voo.
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