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Acordo 'atrasa' abertura da CPI
Base e oposição acertam instalação na véspera do feriadão. Presidente e relator ainda indefinidos
Eugênia Lopes
Sem consenso na base aliada para indicar senadores que vão ocupar a presidência e relatoria da CPI da Petrobrás, o governo fechou acordo com a oposição e adiou para quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi, a instalação da comissão de inquérito. A estratégia do Planalto é postergar a CPI, inviabilizando seu funcionamento. Governistas contam com um calendário recheado este mês de festas juninas, quando o Congresso fica esvaziado.
O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), permanecia ontem irredutível na decisão de vetar o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para ser relator da CPI que vai investigar supostas irregularidades na Petrobrás e na Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Renan já trabalha com hipótese de ter o PMDB na presidência da comissão, com o senador Paulo Duque (PMDB-RJ). Se houver troca de posições no comando da CPI, o bloco de apoio ao governo deve indicar o relator: é cotado Inácio Arruda (PC do B-CE). Na avaliação de aliado do Planalto, Arruda tem “know how em enterrar CPI”. Por um ano e meio, Arruda foi o relator da CPI das ONGs, brecando qualquer investigação.
O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), que gostaria de ter sido o presidente, mas teve o nome vetado por Renan, queria indicar João Pedro (PT-AM) para o cargo. Se Renan insistir no veto a Jucá como relator, o PT deve concordar na troca de posições no comando da CPI.
No balanço do PAC, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu a Petrobrás. “O que a gente não pode é olhar para a Petrobrás como prefeitura, uma microempresa, ela não é. Tem respeitabilidade. Só acho que a CPI tem de se conduzir com seriedade e serenidade porque está em jogo a maior empresa do Brasil.”
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