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Submarino e força internacional buscam caixa-preta do Airbus
Será usado equipamento que localizou o Titanic nos anos 90. Ele chega a 6 mil metros de profundidade e leva até 3 tripulantes. França enviará 50 pessoas para ajudar na investigação. EUA, Espanha e Holanda também participam
Marcelo Godoy e Bruno Paes Manso
A operação para localizar as caixas-pretas do Airbus A330 da Air France, desaparecido no Oceano Atlântico durante o trajeto Rio-Paris com 228 pessoas a bordo, usará um minissubmarino que localizou o Titanic em 1996. As buscas por destroços mobilizam uma força internacional, que tem a participação de equipamentos, especialistas e técnicos de pelo menos cinco nacionalidades. Além do Brasil, a França conta com a ajuda de Espanha, EUA e Holanda.
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O minissubmarino Nautile, que localizou o Titanic e que deve chegar ao Brasil a bordo do navio de exploração Pourquai Pas, tem capacidade para navegar a profundidades de 6 quilômetros. É o bastante para atuar na região da cordilheira na qual os destroços do Airbus foram encontrados, a cerca de 1,2 mil km do Recife, com abismos que variam de 2 a 4 km.
Pesando quase 20 toneladas, com 8 metros de comprimento e 3,8 metros de altura, o Nautile carrega oxigênio suficiente para uma tripulação de três homens trabalharem ao longo de cinco horas. Dois braços mecânicos que se movimentam por sistemas hidráulicos de alta potência são encarregados de manipular os objetos encontrados. Esses sistemas manipuladores também contam com ferramentas capazes de cortar fuselagens. Para localizar a caixa-preta em águas profundas e escuras, ele conta com um sonar na parte superior com capacidade para identificar objetos metálicos a um raio de 300 metros.Usando dados sobre as correntes marítimas e submarinas, um software define a área na qual deve estar a caixa-preta, espaço que será rastreado metro pelo minissubmarino. “A chave para o sucesso é um bom mapeamento do local a partir de informações precisas sobre o que ocorria na região”, diz o engenheiro José Ramos Duarte Jr, professor de sistema básico e avançado de Veículos de Operação Remota (ROV), usados para resgates em águas profundas, da Universidade Petrobrás.
Duarte, que também é gerente-geral da RRC Robótica Submarina, parceira brasileira da Perry Slingsby, diz que os equipamentos da empresa serviram também para ajudar no resgate da caixa-preta do avião da TWA que explodiu sobre o mar minutos depois de sair de Nova York, em 1996. “Hoje a tecnologia é suficiente para permitir que essas buscas sejam bem-sucedidas”, diz.
O otimismo não é compartilhado pelo professor Moacyr Duarte, da Comissão de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Sonares e detectores não foram capazes de encontrar o helicóptero no qual estava o deputado Ulisses Guimarães. Encontrar a caixa-preta é missão quase impossível”, disse, em entrevista à Rádio Eldorado.
As buscas também terão auxílio de um sistema da empresa francesa Acsa, especialista em acústica submarina. O sistema usa boias submersas capazes de receber os sinais emitidos pelas caixas-pretas e definir a localização do sinal pelo Sistema de Posicionamento Global (GPS). As boias são jogadas do avião, com paraquedas para reduzir o impacto na água.
Equipe
Pelo menos 50 pessoas foram destacadas pela França para participar das investigações sobre o acidente. Serão 30 peritos da Airbus e da Air France e 20 pessoas do próprio escritório, divididas em quatro equipes. As equipes se ocuparão de coletar informações a partir de destroços que venham a ser recolhidos em alto-mar. Uma delas será encarregada de efetuar as buscas pela caixas-pretas.
“Porém, não podemos contar com elas, já que, até onde se sabe, o acidente aconteceu no meio do oceano, em uma região profunda em uma região de montanha”, afirmou o diretor do escritório de investigação e análises de acidentes aéreos na França, Paul-Louis Arslanian. Por isso, a equipe trabalha com a hipótese de jamais encontrar explicações para o acidente. Andrei Netto, Bruno Tavares,
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