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Encontro dos destroços foi noticiado por radioamador
Angela Lacerda
Ele deu ontem em primeira mão, ao vivo, a notícia da localização do que seriam os primeiros destroços do voo 447. A FAB depois oficializou a informação. André Sampaio, radioamador premiado e considerado pessoa decisiva para a Ilha de Fernando de Noronha por sua participação em salvamentos de pessoas em mais de 20 desastres aéreos e marítimos nos últimos 20 anos, agiu como de costume. A diferença, segundo ele, é que, em vez de dar entrevista para a TV Golfinho (local), falou para jornalistas de todo o País - que divulgaram a notícia para o mundo.
Ainda um tanto assustado com a repercussão do vazamento de uma notícia que os militares não pretendiam divulgar naquele momento - por volta das 7h30, hora de Brasília (8h30 em Noronha) -, Sampaio não quis mais falar com a imprensa. A Aeronáutica, que já lhe deu a mais alta condecoração que um civil pode receber, a Medalha Santos Dumont, em 2004, teria lhe pedido para silenciar.
Depois de ter divulgado a conversa captada entre as tripulações de dois Hércules C-130 que faziam buscas, junto com um avião Casa, não teve acesso a nenhuma outra comunicação. Na conversa, tripulantes disseram ter visto pequenos destroços, mancha de querosene e um objeto que poderia ser uma poltrona, 153 km a noroeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo, numa distância de cerca de 800 km do Arquipélago de Fernando de Noronha.
Duas vezes campeão mundial de radioamadorismo, detentor da medalha do Mérito Tamandaré, da Marinha, concedida em 2003, e do título Amigo da Marinha, de 1988, Sampaio é radioamador há 30 anos - 20 deles em Noronha. Ele espera que o episódio sirva para o governo dar mais valor ao radioamadorismo. “Nos Estados Unidos há um programa de incentivo ao radioamadorismo e quase todo astronauta se torna radioamador”, contou.
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